O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou estar “muito triste” após a decisão do governo do presidente Donald Trump de classificar organizações criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, como grupos terroristas. A fala chamou atenção não apenas pelo tom, mas principalmente pela inversão de valores e prioridades que ela revela.
“Hoje eu estou muito triste, governador, estou muito triste, senadores. Hoje é um dia para mim decepcionante, eu vou virar para vocês. Eu estou muito triste hoje com a notícia de que o secretário dos Estados Unidos da América do Norte, um tal de Marco Rubio, disse que os Estados Unidos, disse que os nossos criminosos aqui são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção” disse Lula em um evento oficial.
Mas, na realidade, quem há muitos anos, vem experimentando sensação de tristeza e medo, é o povo brasileiro.
A mãe que perde o filho para o tráfico de drogas. O trabalhador que sai de casa sem saber se voltará vivo. O comerciante que paga extorsão para continuar funcionando. O motorista que tem seu veículo roubado. A família que vive refém do medo enquanto facções criminosas avançam sobre comunidades inteiras.
Esses brasileiros têm motivos reais para lamentar.
Há 20 anos, o PT governa esse país. Ao longo desses anos, o país assistiu ao crescimento assustador do crime organizado. Facções que antes atuavam em determinadas regiões passaram a controlar territórios, movimentar bilhões de reais, expandir suas operações internacionais e desafiar o próprio Estado. Enquanto isso, o cidadão comum continua sendo a principal vítima.
Por isso, causa estranheza ver o presidente demonstrar tanta indignação diante de uma medida que busca endurecer o combate a organizações responsáveis por espalhar terror em inúmeras cidades brasileiras. Além disso, tratá-los como: “Nossos criminosos”
O próprio Lula reconheceu em seu discurso que PCC e Comando Vermelho aterrorizam comunidades, roubam a liberdade das pessoas e impõem sofrimento às famílias. Se é assim, por que a reação inicial foi de tristeza diante de uma iniciativa que amplia a pressão internacional contra esses grupos?
O brasileiro se lembra de diversas declarações polêmicas ao longo dos anos. Entre elas, a afirmação de que muitas vezes o jovem acaba entrando para a criminalidade por falta de oportunidades. Embora fatores sociais realmente existam e precisem ser enfrentados, grande parte da população rejeita qualquer discurso que pareça relativizar a responsabilidade dos criminosos pelos seus atos.
Também repercutiu fortemente a declaração em que Lula afirmou que alguém pode roubar um celular para “tomar uma cervejinha”. A frase foi interpretada por muitos brasileiros como uma minimização do sofrimento das vítimas de assaltos, justamente em um país onde milhões vivem sob o medo constante da violência.
Em outra oportunidade recente, Lula disse que esses “criminosos, são vítimas da sociedade”. Ou seja: Para Lula, quem estão certos, são os criminosos, e a sociedade, ou o povo brasileiros, são os errados da história.
O problema não é discutir as causas sociais da criminalidade. Isso é necessário. O problema surge quando o debate parece dedicar mais energia à compreensão dos criminosos do que à defesa das vítimas.
Outro ponto que chama atenção é que o Partido dos Trabalhadores está entre as forças políticas que mais tempo governaram o Brasil nas últimas décadas. Foram anos suficientes para implementar profundas reformas no combate ao crime organizado. No entanto, as facções cresceram, ampliaram suas redes e se tornaram mais poderosas.
O cidadão comum tem o direito de perguntar: por que medidas mais duras contra essas organizações não foram prioridade antes?
A verdade é que o povo brasileiro está cansado.
Cansado de enterros prematuros. Cansado de assaltos. Cansado de balas perdidas. Cansado de viver atrás de grades enquanto criminosos circulam armados e desafiando a lei.
Quando uma ação internacional contra facções criminosas gera mais desconforto político do que a própria existência dessas organizações, o sinal transmitido à sociedade é preocupante.
O Brasil precisa de governos que demonstrem indignação diante da violência, não perplexidade diante do combate à violência.
O combate ao crime organizado não deve ser uma pauta da direita, da esquerda ou do centro. Deve ser uma pauta da civilização. Deve ser uma causa nacional.
Porque, no final das contas, triste não está o presidente.
Triste está o povo brasileiro, que há décadas espera viver em um país onde o medo deixe de fazer parte da rotina e onde o Estado esteja, sem ambiguidades, ao lado das vítimas e contra aqueles que espalham terror pelas ruas do Brasil.
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Edivaldo Santos: Jornalista (CRP/BA 0006663/BA), radialista (DRT 5072/BA) e youtuber. Como jornalista já atua há mais de 10 anos e atualmente é diretor de jornalismo do Portal Veja Aqui Agora. Desde 1984, atua no rádio, começando sua trajetória na Rádio Fundação Ide e Ensinai, em São Gonçalo dos Campos, na Bahia. Também trabalhou na Radio Cultura AM, Carioca AM, Betel FM, Cidade FM. Foi diretor da Comunidade FM, todas em Feira de Santana e atualmente trabalha na Rádio Elos, onde apresenta o Programa Bom Dia Felicidade, de segunda a sexta-feira, das 10h ao meio dia, também na mesma cidade. Também dirigiu a Rádio Shekiná FM em Vinhedo São Paulo e trabalhou como apresentador na Jerusalém FM na capital paulista. Como youtuber, administra os canais “Veja Aqui Agora News”, com mais de 160 mil assinantes e “Poder Paralelo” com mais de 15 mil assinantes. Para contato: vejaaqui.agora@hotmail.com