A defesa de Maicol solicitou a anulação de seu depoimento, alegando que o suspeito foi agredido durante a confissão na delegacia de Cajamar, em São Paulo. Os advogados afirmam que o interrogatório ocorreu sob pressão psicológica e violência, tornando a confissão inválida.
Transferência para CDP e questionamentos sobre o caso
Maicol foi transferido recentemente para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos, após admitir envolvimento no assassinato de Vitória. No entanto, a polícia continua investigando possíveis inconsistências em seu depoimento. A localização do corpo e o número de ferimentos registrados pela perícia divergem do relatado pelo suspeito.
Conflito entre defesa e autoridades
Ao longo do interrogatório, os advogados de Maicol instruíram o cliente a não falar, mas ele decidiu confessar mesmo assim. Diante do impasse, a defesa deixou a delegacia. Para garantir que o processo seguisse dentro dos trâmites legais, um novo advogado foi designado para acompanhar o depoimento.
O promotor de justiça visitou a carceragem e declarou que Maicol e outros presos foram entrevistados, sem registros formais de tortura ou maus-tratos. Apesar disso, a defesa continua sustentando que houve violação de direitos.
Família da vítima teme lentidão no caso
A estratégia da defesa gerou preocupação entre os familiares de Vitória, que temem uma paralisação nas investigações. A reconstituição do crime, que estava prevista, foi temporariamente suspensa até que a validade do depoimento seja definida.
A polícia avalia a conversão da prisão temporária de Maicol para preventiva, enquanto continua analisando provas, incluindo perícias pendentes.