A jornalista Haline Sampaio, mãe da criança envolvida no caso Marcus Grubert, tornou público um trecho do depoimento da cantora gospel Heloisa Rosa, esposa do acusado. O documento sugere que a artista tinha conhecimento das acusações de abuso sexual desde o início da investigação.
O caso ocorreu em 2023, na Flórida (EUA), quando Grubert foi denunciado por abuso infantil durante uma festa do pijama em sua casa. Segundo registros do Departamento de Crianças e Famílias da Flórida (DCF), Heloisa colaborou com as autoridades e reconheceu a seriedade da situação.
Relato da Criança Foi Dito Diretamente À Cantora
No depoimento ao DCF, Heloisa afirmou que, na noite do ocorrido, a vítima a procurou relatando medo. Após oferecer água e levá-la de volta ao quarto, a menina descreveu o suposto abuso na manhã seguinte. Segundo o relato, Marcus Grubert teria entrado no quarto, coberto os olhos da criança e colocado algo em sua boca. A vítima insistiu que “nao era uma chupeta”, mas sim algo “duro e molhado”.
A cantora declarou ter acreditado na criança, pois percebeu um comportamento estranho em Grubert naquela noite.
Rompimento com a Mãe da Vítima e Temor de Retaliação
Apesar da gravidade da denúncia, Heloisa e Marcus chegaram a se separar temporariamente, mas reataram pouco depois. Após a reconciliação, a cantora cortou contato com Haline Sampaio, que agora luta para que o caso seja reaberto.
Em outro trecho do documento, Heloisa Rosa expressou preocupação com sua carreira. “Isso é muito difícil para mim, pois sou uma cantora cristã de adoração e temo retaliações sociais”, teria afirmado.
Família Pressiona por Nova Investigação
Marcus Grubert foi preso em maio de 2023, mas solto um mês depois, quando o promotor Trevor Persenaire decidiu arquivar o caso, alegando falta de provas. No entanto, a família da vítima e seus advogados argumentam que há elementos suficientes para a reabertura da investigação.
Uma nova audiência sobre medida protetiva contra Grubert está marcada para abril deste ano. Haline Sampaio destaca a consistência do relato da criança, que repetiu a mesma versão dos fatos em diferentes momentos, incluindo para a detetive responsável pelo caso, Elizabeth Acevedo.
O arquivamento da denúncia levanta questionamentos entre os que acompanham o caso, especialmente sobre quais evidências ainda seriam necessárias para levar Grubert a julgamento.