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Toffoli e Mendonça discutem durante sessão no STF sobre responsabilidade de servidores públicos

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Uma troca de divergências entre os ministros Dias Toffoli e André Mendonça marcou a sessão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (11). O debate girou em torno de um processo antigo, de 2005, que reacendeu a discussão sobre quem deve responder judicialmente quando um agente público comete excessos no exercício da função — o próprio servidor ou o Estado.

O caso analisado envolvia um juiz que processou um procurador da República por supostos ataques feitos em entrevistas à imprensa e ofensas à sua vida pessoal. A controvérsia chegou novamente ao Supremo depois que o Ministério Público Federal (MPF) acusou o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) de não aplicar corretamente uma decisão anterior da Corte, baseada no chamado Tema 940.

Esse entendimento determina que, quando um servidor público causa dano no exercício de suas funções, a ação de indenização deve ser dirigida ao Estado, e não diretamente ao agente. No entanto, Toffoli defendeu que, no caso em análise, o TRF-2 agiu corretamente ao responsabilizar o procurador individualmente, sustentando que ele teria extrapolado os limites do cargo.

“Se o servidor atua fora de sua competência funcional, deve responder pessoalmente”, afirmou o ministro, alertando para o risco de se criar um “precedente perigoso” ao isentar agentes públicos de responsabilidade direta.

Mendonça, por sua vez, discordou e destacou que, à época dos fatos, era comum que membros do Ministério Público concedessem entrevistas sobre operações e processos em andamento, o que tornava a conduta menos irregular dentro do contexto do período.

A divergência entre os dois ministros durou pouco mais de dois minutos, com Mendonça mantendo seu voto alinhado ao do ministro Edson Fachin, que divergiu de Toffoli.

O debate expôs a tensão jurídica e institucional sobre os limites da atuação de agentes públicos e o alcance da responsabilidade do Estado em casos de abuso de autoridade. A decisão final do Supremo nesse processo poderá influenciar futuras ações contra servidores e definir com mais clareza até onde vai a proteção funcional de quem atua em nome do poder público.

Jornalista (CRP/BA 0006663/BA), radialista (DRT 5072/BA) e youtuber. Como jornalista já atua há 10 anos e atualmente é diretor de jornalismo do Portal Veja Aqui Agora . Desde 1984, atua no rádio, começando sua trajetória na Rádio Fundação Ide e Ensinai, em São Gonçalo dos Campos, na Bahia. Também trabalhou na Radio Cultura AM, Carioca AM, Betel FM, Cidade FM. Foi diretor da Comunidade FM, todas em Feira de Santana e atualmente trabalha na Rádio Elos, onde apresenta o Programa Bom Dia Felicidade, de segunda a sexta-feira, das 10h ao meio dia, também na mesma cidade. Também dirigiu a Rádio Shekiná FM em Vinhedo São Paulo e trabalhou como apresentador na Jerusalém FM na capital paulista. Como youtuber, administra os canais “Veja Aqui Agora News”, com mais de 160 mil assinantes e “Edivaldo Santos News” com mais de 15 mil assinantes. Para contato: vejaaqui.agora@hotmail.com

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