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Mundo Gospel

MPF investiga programação após crítica sobre o gospel no Réveillon do Rio de Janeiro

Marianne Ribeiro

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A programação do Réveillon promovido pela Prefeitura do Rio de Janeiro passou a ser analisada pelo Ministério Público Federal (MPF). O órgão instaurou um inquérito civil para apurar suspeitas de discriminação religiosa na virada para 2025, após questionamentos sobre a concentração de atrações de perfil gospel no palco da Praia do Leme, na Zona Sul da capital fluminense.

A apuração foi oficializada pelo procurador Jaime Mitropoulos, que converteu um procedimento preliminar em inquérito e solicitou esclarecimentos formais ao município. Entre os pontos cobrados estão os critérios usados para selecionar artistas e a aplicação de recursos públicos nos eventos de fim de ano.

O debate ganhou repercussão depois que o babalawô Ivanir dos Santos criticou publicamente o que considera um desequilíbrio na representação religiosa durante a virada do ano. Em entrevista à imprensa, ele afirmou que a diversidade precisa se refletir em ações concretas no uso dos espaços públicos.

Diante das críticas, o prefeito Eduardo Paes se manifestou nas redes sociais, rebatendo as acusações e defendendo a presença de atrações gospel. Segundo ele, o Réveillon de Copacabana é plural e contempla diferentes estilos musicais, culturais e manifestações religiosas, ressaltando o direito do público cristão de celebrar.

O pastor Silas Malafaia também entrou no debate. Em publicação nas redes sociais, afirmou que religiões de matriz africana historicamente têm grande visibilidade nas celebrações de Ano-Novo em praias brasileiras e classificou as críticas como expressão de preconceito religioso.

No âmbito do inquérito, o MPF estabeleceu o prazo de 21 de janeiro de 2026 para que a Prefeitura do Rio apresente informações detalhadas sobre a organização do Réveillon. A data coincide com o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa e também está marcada para uma reunião entre representantes do município e entidades ligadas à defesa da liberdade religiosa, incluindo organizações afro-brasileiras e a OAB-RJ. O caso reacende o debate sobre pluralidade, laicidade do Estado e igualdade no uso de espaços públicos em grandes eventos.

Marianne Ribeiro é a mais nova integrante do time de jornalistas do site e canal no YouTube "Veja Aqui Agora". Com uma abordagem dinâmica e versátil, ela trará conteúdos que vão desde política até o mundo das celebridades, além de receitas e dicas culinárias. Sempre antenada nas polêmicas mais recentes e nas novidades do universo dos famosos, Mariana busca informar de maneira clara e objetiva, garantindo uma cobertura ampla e interessante para o público. Sua paixão por comunicação é refletida em cada matéria, trazendo um olhar diferenciado sobre os temas mais discutidos no momento.

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