O advogado Willer Tomaz afirmou neste sábado (24) que o senador Flávio Bolsonaro (PL) não possuía acesso como usuário master à conta bancária da Alcazar Holdings. A declaração foi feita por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, no qual Tomaz apresentou uma carta que, segundo ele, foi emitida pelo Santander e esclareceria o cadastro relacionado à empresa.
A manifestação ocorre após informações divulgadas pela imprensa apontarem que a Polícia Federal apura a possibilidade de Flávio Bolsonaro ter atuado como sócio oculto da Alcazar Holdings.
De acordo com Willer Tomaz, a conta bancária da Alcazar Holdings foi aberta em maio de 2025 e tinha somente um usuário master: o próprio advogado. Ele afirmou ainda que não possui sociedade empresarial com Flávio Bolsonaro.
Tomaz reconheceu que mantém uma relação de amizade com o senador, mas negou qualquer vínculo societário entre os dois. Para o advogado, a existência dessa relação pessoal não pode ser utilizada como fundamento para estabelecer uma ligação empresarial entre ambos.
As suspeitas envolvendo Flávio Bolsonaro surgiram a partir de informações atribuídas a investigadores da Polícia Federal. Conforme as notícias divulgadas, mensagens de e-mail localizadas durante a investigação indicariam que o senador teria sido registrado como usuário master da conta da Alcazar Holdings, situação que poderia permitir acesso às operações bancárias.
Tomaz, porém, contestou essa versão. Segundo ele, a informação teria sido reproduzida por diferentes veículos e acabou relacionada a outras suspeitas envolvendo o senador e possíveis negócios no segmento de apostas.
O advogado afirmou que a documentação apresentada por ele contradiz o cadastro atribuído a Flávio Bolsonaro. Em sua avaliação, a carta do Santander comprovaria que o senador não ocupava a condição de usuário master da conta.
Advogado também questiona bloqueio de patrimônio
Durante a mesma manifestação, Willer Tomaz contestou informações sobre uma decisão judicial que teria determinado o bloqueio de até R$ 6 bilhões em seus bens.
O advogado afirmou que esse montante não representa seu patrimônio e questionou a adoção de medidas contra suas empresas sem que, segundo sua versão, exista acusação formal, processo ou condenação.
Tomaz também relacionou o caso ao contexto da Operação Sem Desconto, investigação que apura fraudes envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ele negou qualquer participação nas irregularidades investigadas e declarou que pretende apresentar documentos à Justiça para sustentar sua posição.
A manifestação de Willer Tomaz busca contestar as informações que relacionaram Flávio Bolsonaro à administração bancária da Alcazar Holdings e à possibilidade de uma participação empresarial não declarada.
O advogado sustenta que a conta tinha apenas um usuário master e nega sociedade com o senador. Também rejeita qualquer envolvimento com as fraudes investigadas no âmbito da Operação Sem Desconto e afirma que levará documentos ao Judiciário para esclarecer os fatos.
As alegações apresentadas por Tomaz representam sua versão sobre os fatos e foram feitas em meio às investigações mencionadas na reportagem.
ASSISTA AO VÍDEO: