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STF arquiva notícia-crime contra Jair Bolsonaro sobre suposta interferência na CPI da Covid

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O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento da notícia-crime apresentada em 2021 por parlamentares do PSOL contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A ação questionava uma suposta tentativa de interferência nos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid.

A decisão, assinada na terça-feira (14), segue o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR), que já havia concluído não existir fundamento para abertura de investigação pelos supostos crimes de corrupção ativa e advocacia administrativa.

Ministro destaca papel exclusivo da PGR na análise de investigações

Ao justificar a decisão, Nunes Marques afirmou que a Constituição atribui ao Ministério Público a responsabilidade de avaliar se existem elementos suficientes para dar início à persecução penal.

Segundo o ministro, quando o procurador-geral da República pede o arquivamento de uma notícia-crime, não cabe ao Supremo Tribunal Federal substituir essa análise ou determinar o prosseguimento da investigação, em respeito ao princípio acusatório.

A origem da notícia-crime

O pedido foi protocolado pelos então deputados federais do PSOL David Miranda, Fernanda Melchionna, Sâmia Bomfim e Vivi Reis, após a divulgação de uma conversa telefônica entre Jair Bolsonaro e o senador Jorge Kajuru (PSB-SP).

Na ligação, o então presidente defendia que a CPI da Covid, criada para investigar a atuação do governo federal durante a pandemia, também ampliasse seu foco para incluir governadores e prefeitos.

Durante a conversa, Bolsonaro ainda sugeriu que Kajuru buscasse levar ao Supremo pedidos de impeachment contra ministros da Corte, indicando que essa iniciativa poderia influenciar o andamento da comissão parlamentar, cuja instalação havia sido determinada pelo então ministro Luís Roberto Barroso.

Parlamentares alegaram tentativa de influenciar a CPI

Na petição apresentada ao STF, os autores sustentaram que Bolsonaro teria buscado influenciar um integrante do Poder Legislativo para modificar o foco da investigação, o que, na avaliação deles, configuraria irregularidades e possíveis crimes de responsabilidade.

PGR concluiu que diálogo não configurou crime

Ao examinar o caso, a Procuradoria-Geral da República entendeu que a conversa divulgada não apresentava elementos que caracterizassem conduta criminosa.

De acordo com o parecer do órgão, tratou-se de um diálogo privado e informal entre o então presidente da República e um senador, no qual Bolsonaro apenas manifestou sua opinião de que a investigação deveria alcançar todos os agentes públicos eventualmente envolvidos em irregularidades, independentemente da esfera de governo.

Com base nesse entendimento da PGR, o ministro Nunes Marques determinou o arquivamento definitivo da notícia-crime.

Jornalista (CRP/BA 0006663/BA), radialista (DRT 5072/BA) e youtuber. Como jornalista já atua há 10 anos e atualmente é diretor de jornalismo do Portal Veja Aqui Agora . Desde 1984, atua no rádio, começando sua trajetória na Rádio Fundação Ide e Ensinai, em São Gonçalo dos Campos, na Bahia. Também trabalhou na Radio Cultura AM, Carioca AM, Betel FM, Cidade FM. Foi diretor da Comunidade FM, todas em Feira de Santana e atualmente trabalha na Rádio Elos, onde apresenta o Programa Bom Dia Felicidade, de segunda a sexta-feira, das 10h ao meio dia, também na mesma cidade. Também dirigiu a Rádio Shekiná FM em Vinhedo São Paulo e trabalhou como apresentador na Jerusalém FM na capital paulista. Como youtuber, administra os canais “Veja Aqui Agora News”, com mais de 160 mil assinantes e “Edivaldo Santos News” com mais de 15 mil assinantes. Para contato: vejaaqui.agora@hotmail.com

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