O Partido dos Trabalhadores (PT), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destinou mais de R$ 3,7 milhões ao financiamento de campanhas eleitorais de 12 influenciadores digitais selecionados pela direção nacional da legenda. Apesar do investimento, somente quatro integrantes do grupo conseguiram conquistar cargos eletivos.
As informações, divulgadas pelo portal R7, mostram como o partido direcionou recursos para candidaturas de personalidades com atuação nas redes sociais, apostando na popularidade digital como instrumento de mobilização eleitoral.
O levantamento aponta que os valores repassados variaram significativamente entre os candidatos, com algumas campanhas recebendo quantias milionárias.
Candidata recebeu R$ 1,4 milhão do PT, mas não conseguiu se eleger
A maior beneficiária dos recursos partidários foi Kari Santos, que disputou uma cadeira na Câmara dos Deputados por Pernambuco.
Sua campanha recebeu R$ 1,4 milhão do PT, o maior repasse entre os 12 influenciadores selecionados. Entretanto, o investimento não foi suficiente para garantir sua eleição.
O segundo maior volume de recursos foi destinado a Pedro Rousseff, sobrinho-neto da ex-presidente Dilma Rousseff. Candidato a deputado federal por Minas Gerais, ele contou com R$ 1 milhão da legenda e conseguiu conquistar uma vaga na Câmara.
Outro nome contemplado com uma quantia expressiva foi Coronel Elizete, candidata a deputada federal pelo Piauí. Ela recebeu R$ 440 mil, mas terminou a disputa na condição de suplente.
Thiago dos Reis e Leonel Radde também receberam recursos do partido
Entre os influenciadores que obtiveram sucesso nas urnas está Thiago dos Reis, eleito deputado federal por São Paulo. Sua candidatura contou com R$ 305 mil provenientes do PT.
No Rio Grande do Sul, Leonel Radde conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa após receber R$ 250 mil em financiamento partidário.
Já no Paraná, Thiago Foltran conseguiu se eleger deputado estadual com um repasse de R$ 15,5 mil do partido. Além desse valor, sua campanha arrecadou outros R$ 52 mil por meio de financiamento coletivo.
Os números demonstram que o volume de dinheiro destinado às candidaturas não apresentou uma relação uniforme com os resultados eleitorais. Enquanto campanhas com repasses elevados não alcançaram a eleição, outras, com recursos partidários menores, conseguiram conquistar mandatos.
Apenas quatro dos 12 influenciadores apoiados pelo PT foram eleitos
O balanço das candidaturas selecionadas pela direção nacional revela que o investimento de R$ 3.752.605 resultou na eleição de quatro influenciadores digitais.
Outros sete candidatos terminaram a disputa como suplentes, enquanto um não conseguiu conquistar uma vaga.
O resultado evidencia que a presença nas plataformas digitais, mesmo acompanhada de financiamento partidário expressivo, não representa garantia de vitória nas urnas.
Ana Elisa recebeu mais de R$ 669 mil fora da lista inicial
Além dos 12 influenciadores inicialmente escolhidos pelo PT, outro nome ganhou destaque no levantamento: Ana Elisa, eleita deputada federal por Minas Gerais.
Embora não integrasse a relação original de candidaturas selecionadas pela legenda, ela recebeu R$ 669.810,34 em recursos partidários.
Sua eleição ampliou a presença de nomes ligados ao ambiente digital entre os representantes eleitos pelo partido, embora sua candidatura não tenha feito parte do grupo inicial de 12 influenciadores.
Investimento em influenciadores revela resultados diferentes nas urnas
A distribuição dos recursos eleitorais mostra uma aposta do PT em candidaturas com visibilidade nas redes sociais, mas os resultados foram variados.
O desempenho dos candidatos indica que o financiamento de campanha e a popularidade digital, isoladamente, não asseguram sucesso eleitoral.
Com quatro eleitos entre os 12 nomes inicialmente selecionados, o levantamento oferece um panorama dos resultados obtidos pela estratégia de financiamento partidário direcionada a influenciadores digitais.