O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação para averiguar possíveis irregularidades na transparência de informações relacionadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sua família. A medida surge após a recusa do governo em fornecer dados sobre assessores, uso de sigilo e despesas na residência oficial.
Investigação em andamento O MPF instaurou um inquérito civil para examinar se o Palácio do Planalto descumpriu princípios de transparência ao negar informações sobre assuntos relacionados à estrutura governamental e ao uso de recursos públicos.
Entre os pontos questionados estão:
- A quantidade de assessores à disposição da primeira-dama Janja da Silva;
- A justificativa para a imposição de sigilo de 100 anos sobre visitas dos filhos do presidente ao Palácio do Planalto;
- O uso do helicóptero presidencial;
- Os gastos com alimentação no Palácio da Alvorada.
A portaria emitida pelo MPF destaca a necessidade de esclarecer supostas irregularidades na administração pública e garantir o direito de acesso às informações por parte da sociedade.
Posicionamento do Planalto Em resposta à investigação, o governo federal declarou que os atos administrativos seguem dentro da legalidade e que estará à disposição do MPF para fornecer os esclarecimentos necessários.
A apuração ocorre em meio a um contexto de cobranças por maior transparência na gestão pública e no uso de recursos governamentais.