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Manifestação pró-Lula na Paulista termina com depredação e pichação em estações do Metrô

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A manifestação de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizada neste domingo (11), na Avenida Paulista, em São Paulo, terminou em meio a registros de depredação e denúncias de agressões contra duas mulheres. Durante o ato, estruturas de acesso às estações Consolação e Trianon-Masp, da Linha 2-Verde do Metrô, também foram danificadas.

Os episódios provocaram reação imediata de parlamentares e integrantes da oposição, que utilizaram as redes sociais para questionar a diferença de tratamento entre os acontecimentos registrados na Paulista e as consequências judiciais impostas a participantes dos atos de 8 de janeiro de 2023.

Entre os políticos que comentaram os acontecimentos está o senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno da eleição presidencial. O parlamentar compartilhou imagens publicadas pelo site Oeste mostrando danos na Estação Trianon-Masp e fez uma referência irônica ao cenário de destruição observado após a manifestação.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também se manifestou. Ao comentar imagens de pichações, vidros quebrados e estruturas danificadas, o parlamentar mencionou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nikolas estabeleceu uma comparação entre a depredação registrada neste domingo e as punições aplicadas a pessoas envolvidas nos atos de 8 de janeiro de 2023. Como exemplo, citou a condenação de Débora Rodrigues, cabeleireira que escreveu uma frase com batom na estátua localizada diante do STF durante os acontecimentos de 2023.

Na avaliação do deputado, as cenas registradas na Avenida Paulista podem acabar produzindo um efeito político contrário aos interesses do grupo que participou da manifestação. Ele afirmou que episódios como os registrados podem influenciar eleitores que ainda não definiram seu voto.

Em outra publicação, Nikolas direcionou críticas aos impactos da depredação sobre a cidade. Segundo ele, trabalhadores responsáveis pela limpeza urbana seriam encarregados de remover pichações e reparar os efeitos deixados após o protesto.

Comparação com o 8 de janeiro

O senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC) também entrou no debate. Em uma publicação, ele comparou as consequências judiciais enfrentadas por participantes dos atos de 8 de janeiro com o tratamento que, segundo ele, será dado aos responsáveis pelos danos registrados na Paulista.

Carlos Bolsonaro questionou se os envolvidos na depredação terão tratamento semelhante ao aplicado nos processos relacionados aos acontecimentos de 2023 ou se haverá critérios distintos conforme o posicionamento político dos envolvidos.

A vereadora paulistana Janaína Paschoal (PP) fez questionamento semelhante. A parlamentar levantou a possibilidade de os episódios ocorridos durante a manifestação serem analisados sob a legislação relacionada aos crimes contra o Estado Democrático de Direito ou tratados apenas como casos de depredação.

Danos no metrô

Entre os locais atingidos durante a manifestação estão acessos das estações Consolação e Trianon-Masp, ambas pertencentes à Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo.

Além dos danos materiais, a manifestação terminou com denúncias de agressão contra duas mulheres, aumentando a repercussão política do episódio.

A manifestação em apoio a Lula na Avenida Paulista terminou sob forte repercussão nas redes sociais, especialmente entre parlamentares da oposição. As imagens de depredação e as denúncias de agressões passaram a ser utilizadas como argumento em uma discussão mais ampla sobre a aplicação da Justiça em manifestações políticas.

As críticas de Flávio Bolsonaro, Nikolas Ferreira, Carlos Bolsonaro e Janaína Paschoal tiveram como principal ponto de comparação os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023 e as punições aplicadas aos envolvidos naquele episódio.

O caso também abriu uma nova disputa política em torno da interpretação jurídica de atos de vandalismo praticados durante manifestações, especialmente sobre a possibilidade de receberem tratamento semelhante ou diferente conforme o contexto político.

ASSISTA AO VÍDEO:

Jornalista (CRP/BA 0006663/BA), radialista (DRT 5072/BA) e youtuber. Como jornalista já atua há 10 anos e atualmente é diretor de jornalismo do Portal Veja Aqui Agora . Desde 1984, atua no rádio, começando sua trajetória na Rádio Fundação Ide e Ensinai, em São Gonçalo dos Campos, na Bahia. Também trabalhou na Radio Cultura AM, Carioca AM, Betel FM, Cidade FM. Foi diretor da Comunidade FM, todas em Feira de Santana e atualmente trabalha na Rádio Elos, onde apresenta o Programa Bom Dia Felicidade, de segunda a sexta-feira, das 10h ao meio dia, também na mesma cidade. Também dirigiu a Rádio Shekiná FM em Vinhedo São Paulo e trabalhou como apresentador na Jerusalém FM na capital paulista. Como youtuber, administra os canais “Veja Aqui Agora News”, com mais de 160 mil assinantes e “Edivaldo Santos News” com mais de 15 mil assinantes. Para contato: vejaaqui.agora@hotmail.com

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