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Estadão diz que “Alexandre de Moraes vandaliza o Supremo”

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O jornal O Estado de S. Paulo publicou nesta sexta-feira (4) um contundente artigo de opinião no qual acusa o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de provocar danos à imagem e à credibilidade da Corte em meio aos acontecimentos relacionados ao banqueiro Daniel Vorcaro e às investigações envolvendo o Banco Master.

No texto, o jornal afirma que Moraes teria causado ao Supremo um prejuízo institucional ainda mais grave do que os danos físicos provocados pelos invasores que depredaram a sede da Corte em 8 de janeiro de 2023. O editorial sustenta que, desta vez, a instituição teria sido atingida internamente, em razão de medidas adotadas pelo ministro diante de questionamentos sobre sua relação com Vorcaro.

Relação com Daniel Vorcaro é alvo de críticas

O editorial cita informações reveladas pelo próprio Estadão sobre mensagens extraídas pela Polícia Federal de celulares de Daniel Vorcaro.

Segundo o texto, os conteúdos levantariam questionamentos sobre a proximidade entre o banqueiro e Alexandre de Moraes. O jornal também menciona um contrato de serviços advocatícios no valor de R$ 131 milhões firmado entre Vorcaro e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

Na avaliação apresentada pelo jornal, o conteúdo das mensagens sugeriria que Moraes mantinha uma relação de proximidade com o banqueiro. O editorial usa termos duros para caracterizar essa relação e sustenta que as circunstâncias exigiriam respostas públicas sobre as suspeitas levantadas.

Críticas à reação de Moraes

Para o Estadão, diante das revelações, o caminho considerado adequado seria o afastamento voluntário de Moraes do cargo, como forma de preservar a instituição.

O jornal, porém, afirma que o ministro teria adotado uma estratégia de defesa própria e utilizado o chamado inquérito das fake news para reagir ao ministro André Mendonça, responsável no STF pelas investigações relacionadas ao Banco Master.

Segundo o editorial, Mendonça teria determinado o levantamento do sigilo de um relatório da Polícia Federal, medida que teria contribuído para tornar públicas informações sobre a proximidade entre Moraes e Vorcaro.

Documento da PF também é questionado

Outro ponto central do artigo é o chamado “relatório de inteligência” utilizado por Moraes para formular acusações contra Mendonça.

O editorial afirma que o documento apresentaria problemas formais e questiona sua credibilidade. Segundo o jornal, o material não teria cabeçalho oficial nem assinatura de delegado federal e seria composto por interpretações sobre supostos objetivos políticos de Mendonça.

O Estadão também destaca que o próprio documento traria a indicação de que não possui caráter decisório nem valor probatório, além de classificá-lo como de “baixa a moderada confiabilidade”.

Com base nesse material, segundo o artigo, Moraes teria solicitado que Mendonça fosse incluído como investigado no inquérito das fake news. O pedido, entretanto, teria sido recusado pelo presidente do STF, Edson Fachin.

Jornal acusa ministros de ampliarem instabilidade

Em um dos trechos mais contundentes, o editorial afirma que Alexandre de Moraes e integrantes do STF que o apoiam seriam uma das principais fontes de instabilidade democrática no país.

O texto também cita nominalmente o ministro Gilmar Mendes e critica o que classifica como uma atuação corporativista dentro da Suprema Corte.

Na avaliação do jornal, esse cenário poderia levar o Brasil a uma crise institucional de grandes proporções, com possíveis consequências para a própria democracia.

Suspeitas sobre o Banco Master e disputa dentro do STF

O editorial também acusa Moraes de tentar estabelecer uma equivalência entre questionamentos relacionados à atuação de André Mendonça no caso Banco Master e as suspeitas que envolvem sua própria relação com Daniel Vorcaro.

Para o Estadão, essa estratégia poderia deslocar o debate do conteúdo das suspeitas para a maneira como as informações foram divulgadas.

O jornal ainda levanta a possibilidade de que a disputa interna no Supremo possa acabar afetando as investigações relacionadas ao Banco Master.

Polícia Federal também entra no centro da crise

Outro aspecto abordado pelo editorial é o papel da Polícia Federal. O jornal critica o que considera uma possível instrumentalização da corporação por diferentes autoridades envolvidas na disputa.

Segundo o texto, a PF teria sido acionada para produzir relatórios utilizados por Moraes, enquanto Gilmar Mendes teria defendido que decisões de Mendonça consideradas ilegais fossem desconsideradas.

O artigo também menciona que André Mendonça teria ameaçado afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Na avaliação do Estadão, a situação colocaria a Polícia Federal no centro de uma disputa institucional e poderia comprometer sua atuação técnica e republicana.

Fachin é apontado como responsável por “resgatar” o STF

Ao final do artigo, o jornal estabelece um paralelo entre os danos físicos sofridos pelo Supremo em 8 de janeiro de 2023 e a atual crise institucional.

O editorial afirma que o prédio da Corte conseguiu se recuperar dos estragos provocados pelos ataques, mas questiona se o STF conseguirá superar o que classifica como um “cativeiro” institucional provocado pela atuação de Moraes.

O jornal atribui a Edson Fachin, atual presidente do Supremo, a responsabilidade de conduzir o que chama de uma missão histórica de resgate da instituição.

O Estadão encerra o texto afirmando que dará apoio a Fachin caso o presidente da Corte tome as decisões que, segundo o jornal, seriam necessárias diante da crise.

Contexto

As críticas fazem parte de um artigo de opinião/editorial do jornal O Estado de S. Paulo. As acusações, avaliações e qualificações apresentadas no texto refletem a posição expressa pelo veículo e não devem ser interpretadas como conclusões judiciais sobre os fatos mencionados.

Jornalista (CRP/BA 0006663/BA), radialista (DRT 5072/BA) e youtuber. Como jornalista já atua há 10 anos e atualmente é diretor de jornalismo do Portal Veja Aqui Agora . Desde 1984, atua no rádio, começando sua trajetória na Rádio Fundação Ide e Ensinai, em São Gonçalo dos Campos, na Bahia. Também trabalhou na Radio Cultura AM, Carioca AM, Betel FM, Cidade FM. Foi diretor da Comunidade FM, todas em Feira de Santana e atualmente trabalha na Rádio Elos, onde apresenta o Programa Bom Dia Felicidade, de segunda a sexta-feira, das 10h ao meio dia, também na mesma cidade. Também dirigiu a Rádio Shekiná FM em Vinhedo São Paulo e trabalhou como apresentador na Jerusalém FM na capital paulista. Como youtuber, administra os canais “Veja Aqui Agora News”, com mais de 160 mil assinantes e “Edivaldo Santos News” com mais de 15 mil assinantes. Para contato: vejaaqui.agora@hotmail.com

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