O senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) foi eleito, neste sábado (1º), para comandar o Senado Federal até fevereiro de 2027. Com ampla maioria, ele obteve 73 votos e sucede Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que esteve à frente da Casa nos últimos quatro anos.
A disputa pelo cargo contou ainda com os senadores Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) e Eduardo Girão (Novo-CE), que receberam 4 votos cada. Já Marcos do Val (Podemos-ES) e Soraya Thronicke (Podemos-MS) desistiram da candidatura durante a sessão.
Essa é a segunda vez que Alcolumbre assume a presidência do Senado. Sua primeira gestão ocorreu entre 2019 e 2021.
Trajetória política
Natural de Macapá, Davi Samuel Alcolumbre Tobelem nasceu em 19 de junho de 1977. Sua carreira política começou em 2001, quando foi eleito vereador da capital amapaense pelo PDT. No ano seguinte, ingressou na Câmara dos Deputados, onde permaneceu por vários mandatos.
Em 2005, filiou-se ao então Partido da Frente Liberal (atual União Brasil) e foi reeleito deputado federal em 2006. Entre 2009 e 2010, afastou-se do mandato para atuar como secretário de Obras e Serviços Públicos de Macapá, retornando à Câmara posteriormente.
Em 2014, conquistou uma vaga no Senado e, no ano seguinte, presidiu a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR). Em 2018, licenciou-se para disputar o governo do Amapá, mas não obteve êxito.
Presidência do Senado e realizações
Eleito presidente do Senado em 2019, Alcolumbre se tornou o mais jovem a ocupar o cargo. Um dos momentos marcantes de sua gestão foi a assinatura, como presidente da República em exercício, da transferência definitiva das terras da União para o estado do Amapá, um pleito histórico da região.
Em 2022, foi reeleito senador e, antes de reassumir a presidência da Casa, estava à frente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), uma das mais importantes do Senado.
Agora, com um novo mandato como presidente, Alcolumbre retorna ao comando do Senado com desafios importantes para os próximos anos.