O Conselho de Ministros Evangélicos do Estado do Rio de Janeiro (Comerj) divulgou, nesta terça-feira (19), uma nota oficial manifestando repúdio à inclusão do pastor Silas Malafaia em um inquérito da Polícia Federal, que investiga possíveis tentativas de obstrução de justiça relacionadas ao episódio da tentativa de golpe de Estado no Brasil.
Defesa à liderança evangélica
No comunicado, o colegiado destacou que a medida representa um ato de perseguição que ultrapassa as questões políticas e alcança o campo religioso. O texto ressalta ainda a relevância de Malafaia como uma das figuras mais influentes do segmento evangélico no país, com reconhecimento também em âmbito internacional.
Segundo o Comerj, o pastor é uma das principais vozes na defesa dos interesses da comunidade evangélica brasileira e, por isso, a entidade considera inaceitável sua vinculação ao inquérito em andamento.
Compromisso com liberdade e justiça
Além da defesa a Malafaia, a nota afirma que os integrantes do conselho permanecem em oração por um Brasil mais justo e livre, reafirmando o compromisso da instituição com a preservação de valores democráticos e da liberdade religiosa.
O documento é assinado pelo presidente do Comerj, pastor Claudio Duarte, juntamente com outros líderes da entidade.
A manifestação do Comerj evidencia a insatisfação do meio evangélico com a condução das investigações que envolvem Silas Malafaia. Para o conselho, o caso representa não apenas um embate jurídico, mas também uma ameaça ao espaço da religião na esfera pública brasileira.
Leia a íntegra do texto:
Nota Pública de Repúdio
O Conselho de Ministros do Estado do Rio de Janeiro (COMERJ) repudia, com veemência, a inclusão imprópria e injusta do Pastor Silas Malafaia no inquérito que apura suposta obstrução de justiça, coação no curso do processo, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa, entre outros.
O Pastor Silas Malafaia é uma das maiores lideranças evangélicas do país, com reconhecimento internacional, sendo uma das principais vozes que representam o povo evangélico brasileiro. Não podemos aceitar tamanha perseguição, que ultrapassa o âmbito político e atinge também a esfera religiosa.
Apelamos aos ministros do STF, bem como a senadores e deputados, pois o Brasil está caminhando para algo perigoso e inaceitável. A liberdade de expressão e a liberdade religiosa são inegociáveis no Estado Democrático de Direito, como garante a nossa Constituição.
Orando por um país livre e justo.
Rio de Janeiro, 19 de agosto de 2025
Claudio Soares Duarte
Leandro da Silva
Gerson Costa Filho
Marcus Gregório do Nascimento
Tiago Esteves Coelho
Paulo Roberto de Oliveira Ramos
Aluísio Moreira da Silva Júnior
Oziel Galdino do Nascimento
Arnolfo Fernando Cardoso Pinheiro
Luiz Eduardo Campino Rodrigues
Maurilio Luiz dos Santos Zeferino.
