A Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Amazonas (IEADAM) demonstrou uma aproximação estratégica com o senador Omar Aziz (PSD), apontado como possível candidato ao governo do estado em 2026. O encontro ocorreu no último domingo (17) durante um café da manhã em Manaus, reunindo lideranças religiosas e políticas.
Lideranças evangélicas e apoio político:
A reunião contou com a presença do pastor Samuel Câmara, presidente da Assembleia de Deus em Belém (PA), e do pastor Jonatas Câmara, líder da IEADAM, além dos pastores Moisés Melo e Elionai Reis. Também participaram os deputados federais Silas Câmara (Republicanos) e Dan Câmara (Podemos), que exercem forte influência no cenário político do Amazonas.
O crescimento do eleitorado evangélico:
Com base em levantamentos da Mar Asset Management, a população evangélica no estado corresponde a cerca de 50% dos habitantes, com projeções de crescimento para 58% até 2026. Diante desse cenário, a aproximação entre Omar Aziz e os líderes da Assembleia de Deus pode representar um reforço significativo na corrida eleitoral.
Declarações e expectativas:
Em suas redes sociais, Omar Aziz destacou a reunião como um momento de reflexão sobre o presente e o futuro do estado, mencionando a importância de alianças duradouras. O deputado Silas Câmara, por sua vez, foi mais enfático ao se referir a Omar como “futuro governador do Amazonas”, reforçando os sinais de apoio dentro do segmento evangélico.
Reconfiguração de alianças:
A postura da IEADAM na política amazonense segue a estratégia adotada nas eleições municipais de 2024, quando a igreja apoiou a reeleição do prefeito David Almeida (Avante) e se afastou de alianças anteriores. Com mais de 3 mil templos e cerca de 300 mil fiéis no Amazonas, a igreja desempenha um papel influente na definição dos rumos políticos do estado.
Cenário para 2026:
A movimentação em torno do nome de Omar Aziz indica um fortalecimento de sua base no meio religioso, especialmente no interior do estado. A construção dessa aliança pode ter um impacto significativo no pleito de 2026, tornando o segmento evangélico uma peça-chave na disputa pelo governo do Amazonas.