A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deve seguir com seu projeto político para disputar uma vaga no Senado Federal pelo Distrito Federal, mesmo após a recente crise pública envolvendo integrantes da família Bolsonaro. Segundo informações divulgadas pela coluna da jornalista Malú Gaspar, Jair Bolsonaro fez dois pedidos à esposa:
1 – Que ela não desista da candidatura ao Senado
2 – E que continue participando de compromissos políticos ao lado de importantes lideranças do Distrito Federal.
Michelle deve permanecer na disputa pelo Senado
A possibilidade de Michelle Bolsonaro abandonar a corrida eleitoral ganhou força após uma conversa considerada difícil com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, ocasião em que ela decidiu deixar o comando do PL Mulher.
Apesar das especulações, relatos indicam que Jair Bolsonaro considera fundamental a permanência da esposa no cenário eleitoral. A avaliação dentro do grupo político é que Michelle possui grande potencial eleitoral no Distrito Federal, onde sua candidatura é vista como altamente competitiva.
Além da disputa pelo Senado, Bolsonaro também deseja que Michelle participe de atividades políticas durante a campanha, mantendo sua presença ao lado do eleitorado.
Estratégia mira fortalecimento da bancada no Senado
Nos bastidores, aliados apontam que a candidatura de Michelle faz parte de uma estratégia maior do grupo político.
Com o mandato de Flávio Bolsonaro chegando ao fim e diante das incertezas sobre outras candidaturas da família, a eleição da ex-primeira-dama é considerada importante para ampliar a representação do PL no Senado Federal.
O fortalecimento da bancada é visto como prioridade para o grupo, principalmente diante dos diversos pedidos de impeachment apresentados contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo vários direcionados ao ministro Alexandre de Moraes.
Campanha será concentrada em Brasília
De acordo com pessoas próximas à ex-primeira-dama, Michelle pretende conciliar a campanha eleitoral com os cuidados dedicados a Jair Bolsonaro, que permanece em prisão domiciliar e necessita de acompanhamento médico frequente.
O planejamento prevê agendas políticas no Distrito Federal entre duas e três vezes por semana. A escolha por concentrar os compromissos em Brasília ocorre pela facilidade de deslocamento, permitindo que Michelle participe dos eventos e retorne rapidamente para acompanhar o ex-presidente.
Viagens para outros estados são consideradas improváveis neste momento devido às limitações impostas pela rotina de cuidados com Bolsonaro. Quando houver necessidade de apoiar candidaturas em outras regiões, a tendência é que Michelle participe por meio de gravações de vídeos.
Damares Alves e Celina Leão atuam próximas de Michelle
Outro pedido feito por Jair Bolsonaro envolve a participação de Michelle em agendas ao lado da senadora Damares Alves e da governadora do Distrito Federal, Celina Leão.
As duas lideranças são apontadas como amigas próximas da ex-primeira-dama e têm participado das articulações políticas durante o período de tensão envolvendo a família Bolsonaro.
Crise familiar gera reflexos na pré-campanha de Flávio Bolsonaro
O episódio envolvendo Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro também trouxe preocupação para a equipe responsável pela pré-campanha do senador.
Segundo informações divulgadas, existe receio de que o desgaste público possa afetar a imagem do parlamentar, especialmente junto ao eleitorado feminino.
Recentemente, um encontro promovido pelo PL voltado às mulheres teve baixa participação após as ausências de Michelle Bolsonaro e Damares Alves.
Agora, Flávio Bolsonaro prepara um novo evento marcado para o próximo dia 15, em São Paulo, quando deverá apresentar propostas direcionadas ao público feminino. O plano de governo contou com contribuições de Damares Alves, mas, novamente, Michelle não deverá participar presencialmente.
Apesar das divergências recentes dentro da família Bolsonaro, os sinais apontam para a continuidade do projeto político de Michelle Bolsonaro. A prioridade será concentrar sua campanha no Distrito Federal, conciliando a rotina eleitoral com o acompanhamento da saúde de Jair Bolsonaro. Ao mesmo tempo, o PL busca fortalecer sua presença no Senado, estratégia considerada central para os planos políticos do grupo nos próximos anos.