A Conferência do Clima realizada em Belém, a COP30, tornou-se alvo de fortes críticas por parte do ex-ministro Aldo Rebelo. Filiado ao MDB desde 2024 e com longa trajetória nos governos Lula e Dilma, ele classificou o evento como um encontro esvaziado e sem representatividade internacional. Em vídeo publicado nas redes sociais, Rebelo apontou ausência de líderes globais e questionou o impacto diplomático e político da conferência.
Segundo o ex-ministro, a COP30 não contou com a presença de figuras de destaque do cenário mundial, o que, em sua avaliação, comprometeu a relevância do encontro. Rebelo destacou que nem mesmo autoridades dos Estados Unidos estiveram em Belém e lembrou que blocos importantes, como Brics e Mercosul, também não participaram. Ele citou ainda a falta de representantes de países como Rússia, Uruguai, Paraguai e Argentina.
“Por que não veio ninguém dos BRICS? Por que o presidente da China não veio e mandou o SUB do SUB? Por que não veio o primeiro-ministro da Índia? Por que não veio o presidente da África do Sul? Por que não veio o presidente da Rússia? Por que o presidente dos Estados Unidos, além de não comparecer, retirou-se da Conferência de Paris e não mandou nem o porteiro da Casa Branca aqui?” questionou o político.
Na análise de Rebelo, o esvaziamento expôs uma perda de prestígio da agenda climática conduzida pelo governo federal. O ex-ministro ironizou até mesmo a baixa adesão a uma recepção organizada pela primeira-dama, mencionando que o público presente era insuficiente para o evento.
Além do cenário diplomático, Rebelo criticou manifestações que ocorreram durante a conferência. Para ele, os atos foram impulsionados por grupos financiados por organizações estrangeiras, sem conexão real com os desafios enfrentados pela população da Amazônia. Ele afirmou que, enquanto ativistas internacionais protestam, os moradores da região continuam enfrentando problemas estruturais graves.
Rebelo também chamou atenção para a distância entre o discurso ambiental e os indicadores sociais da região amazônica. Segundo ele, a população local convive com altos índices de analfabetismo, doenças infecciosas, mortalidade infantil, falta de saneamento, carência de energia e infraestrutura deficiente — problemas que, em sua visão, permanecerão após o encerramento da conferência.
Com histórico de décadas no PCdoB e atualmente crítico da política ambiental federal, Rebelo recebeu comentários diversos nas redes sociais. Um internauta chegou a dizer que concordava integralmente com o ex-ministro, ressaltando a repercussão provocada por suas declarações.
As manifestações de Aldo Rebelo sobre a COP30 reforçam o debate em torno da eficácia e da representatividade das conferências climáticas no Brasil. Para o ex-ministro, a ausência de lideranças internacionais e a distância entre discursos ambientais e a realidade amazônica evidenciam fragilidades na condução da pauta pelo governo federal. Suas críticas, que repercutiram amplamente nas redes sociais, reacendem discussões sobre prioridades, diplomacia e desafios socioambientais da região.
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