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Justiça de São Paulo mantém prisão preventiva de Marcola em investigação sobre lavagem de dinheiro do PCC

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O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu manter a prisão preventiva de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (5) e negou o pedido de liberdade apresentado pela defesa.

O caso está relacionado à Operação Vernix, investigação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro atribuído à organização criminosa.

Ao analisar o habeas corpus protocolado pelos advogados de Marcola, a desembargadora responsável pelo caso entendeu que, neste momento, não existem fundamentos suficientes para revogar a prisão preventiva. Com isso, o processo seguirá seu curso normal até que o mérito seja apreciado pelos demais integrantes da Câmara Criminal.

Segundo o advogado Bruno Ferullo Rita, a decisão possui caráter inicial e os argumentos apresentados pela defesa ainda serão examinados pelo colegiado responsável pelo julgamento definitivo.

Atualmente, Marcola e seu irmão, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, permanecem custodiados em unidades federais de segurança máxima. De acordo com a defesa, ambos estão submetidos a rígido controle de comunicação e vigilância constante.

Os advogados sustentam que a nova ordem de prisão não seria necessária, uma vez que Marcola já cumpre pena na Penitenciária Federal de Brasília. Para a defesa, as restrições impostas pelo regime de segurança máxima já seriam suficientes para impedir qualquer atuação externa, tornando a nova medida sem utilidade prática.

Durante a análise do caso, a Justiça também mencionou a empresa Lopes Lemos Transportes Ltda., apontada pelos investigadores como elemento relevante dentro do suposto esquema financeiro investigado. Conforme registrado nos autos, outra ação judicial já teria reconhecido a empresa como instrumento utilizado para operações de lavagem de dinheiro.

A juíza Renata William Rached Catelli destacou ainda que a existência de condenações anteriores ou o cumprimento de pena não impedem a decretação de uma nova prisão preventiva, uma vez que cada medida possui fundamentos jurídicos próprios e independentes.

Com a rejeição do pedido de liberdade, Marcola continuará preso enquanto a investigação da Operação Vernix avança. O processo ainda será analisado pelo colegiado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que decidirá posteriormente sobre o mérito do habeas corpus apresentado pela defesa.

A decisão reforça o entendimento da Justiça de que as circunstâncias investigadas justificam, neste momento, a manutenção da prisão preventiva no contexto das apurações sobre o suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.

Jornalista (CRP/BA 0006663/BA), radialista (DRT 5072/BA) e youtuber. Como jornalista já atua há 10 anos e atualmente é diretor de jornalismo do Portal Veja Aqui Agora . Desde 1984, atua no rádio, começando sua trajetória na Rádio Fundação Ide e Ensinai, em São Gonçalo dos Campos, na Bahia. Também trabalhou na Radio Cultura AM, Carioca AM, Betel FM, Cidade FM. Foi diretor da Comunidade FM, todas em Feira de Santana e atualmente trabalha na Rádio Elos, onde apresenta o Programa Bom Dia Felicidade, de segunda a sexta-feira, das 10h ao meio dia, também na mesma cidade. Também dirigiu a Rádio Shekiná FM em Vinhedo São Paulo e trabalhou como apresentador na Jerusalém FM na capital paulista. Como youtuber, administra os canais “Veja Aqui Agora News”, com mais de 160 mil assinantes e “Edivaldo Santos News” com mais de 15 mil assinantes. Para contato: vejaaqui.agora@hotmail.com

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