Nos últimos tempos, o Brasil tem assistido — ora perplexo, ora anestesiado — a uma escalada autoritária disfarçada de defesa da democracia. No centro desse turbilhão está o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que, com o apoio escancarado do governo Lula, parece ter perdido completamente o senso de limite e proporcionalidade. A metáfora é dura, mas precisa: quem entrou no barco com Moraes só tem duas opções — ou pula fora enquanto ainda é tempo, ou vai morrer abraçado na praia.
A verdade é que o ministro puxou demais a corda. E puxou com a arrogância de quem acredita estar acima das leis nacionais e, agora, até mesmo internacionais. A guerra aberta contra os Estados Unidos é só o exemplo mais recente e grave. O tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, o cancelamento dos vistos de ministros do STF e de outras autoridades e a iminente aplicação da Lei Magnitsky — que pune agentes estatais acusados de violar direitos humanos — mostram que a paciência da maior potência do mundo com o Brasil está se esgotando.
Segundo fontes internacionais, Alexandre de Moraes e sua esposa já estão na lista de alvos da Lei Magnitsky, ao lado de outros ministros, do Procurador-Geral da República Paulo Gonet, do diretor da Polícia Federal Andrei Passos Rodrigues e do delegado da PF Fábio Shor. A lista pode ainda se estender a membros da imprensa que atuaram como cúmplices silenciosos ou entusiastas desse autoritarismo travestido de legalidade.
A perseguição a opositores políticos, o cerceamento à liberdade de expressão e a instrumentalização do judiciário e da Polícia Federal atingiram níveis intoleráveis — não apenas para os brasileiros conscientes, mas para a comunidade internacional. E não se trata de interferência externa, como gostam de gritar os que agora se veem acuados. Trata-se de consequência. Quando se ignora sistematicamente o Estado de Direito, cedo ou tarde a conta chega. E ela está chegando.
O governo Lula, por sua vez, achou que poderia surfar na onda da impunidade e da conveniência política. Mas ao permitir, ou mesmo incentivar, que o STF agisse como um poder supremo, acima da Constituição e da crítica, agora colhe os frutos podres dessa aliança. O Executivo lavou as mãos enquanto jornalistas foram calados, parlamentares foram presos, contas foram bloqueadas e pessoas foram censuradas sem julgamento justo. E agora? Agora o Brasil está na mira das sanções internacionais.
É hora de alguns caírem na real. Ainda há tempo para se dissociar desse projeto autoritário, embora cada dia que passe torne essa saída mais difícil. O barco que Moraes comanda não está navegando rumo à Justiça, mas rumo ao abismo. E quem permanece nele por conveniência, covardia ou cumplicidade, terá o mesmo destino: morrer politicamente abraçado na praia.
Não se engane: os Estados Unidos estão apenas iniciando a reação. O que estamos vendo é só o começo. As próximas etapas poderão isolar ainda mais o Brasil economicamente, diplomática e moralmente. O país está sendo envergonhado no cenário internacional não por causa do povo brasileiro, mas por causa de um punhado de poderosos que acreditam ser donos do país e das instituições e até acham que estão acima da Lei.
A história não perdoa os tiranos, e muito menos os cúmplices. Que fique o alerta.
A coluna Falando Sobre o Assunto com o jornalista Edivaldo Santos analisa e traz informações sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política, da economia, do gospel e em tudo que acontece no Brasil e no mundo. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail veja.aquiagora@hotmail.com.