Parece que, no Brasil de hoje, o povo vive para sustentar o Estado, e não o contrário. A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem dando provas, uma atrás da outra, de que a prioridade do Palácio do Planalto não é aliviar a vida do cidadão comum, mas sim aumentar o peso das costas de quem trabalha, produz e paga impostos.
A sanha arrecadatória do governo tem sido uma constante. A cada mês, surgem novas tentativas de aumentar tributos, taxas e obrigações para a população e para o setor produtivo. O episódio recente do aumento do IOF – felizmente barrado pelo Congresso Nacional – é apenas mais uma amostra de como essa gestão enxerga a sociedade: como uma fonte inesgotável de dinheiro. A pergunta que não quer calar é: até quando o brasileiro vai pagar por uma máquina pública cada vez mais inchada e ineficiente?
Viagens, luxos e milhões voando para fora
Enquanto o cidadão comum sofre para pagar a conta de luz, o gás de cozinha e o arroz que já virou artigo de luxo, o presidente da República e sua comitiva voam alto – literalmente. São dezenas de viagens internacionais, com diárias polpudas, hospedagens de luxo e gastos milionários em nome da diplomacia. Só que essa “diplomacia” custa caro, muito caro, e os resultados práticos dessas viagens são, na melhor das hipóteses, simbólicos.
Não é errado o presidente viajar, fazer acordos, representar o Brasil. Mas quando essas viagens se tornam rotina, esbanjando recursos públicos, enquanto o país enfrenta filas no SUS, escolas caindo aos pedaços e falta de investimentos em segurança e infraestrutura, o contraste é gritante e revoltante.
Governar não é só discursar – é priorizar
O governo Lula insiste no discurso de que “cuida dos pobres”, mas na prática tem penalizado justamente os mais vulneráveis com uma economia sufocante, preços altos e menos oportunidades. Governar não é apenas dar entrevistas ou se exibir em palanques internacionais – é tomar decisões difíceis, cortar na própria carne, reduzir gastos desnecessários e mostrar responsabilidade com o dinheiro de quem sustenta o país: o povo.
Fica a reflexão: quem governa para o povo, não castiga o povo.
Não podemos aceitar que a única solução apresentada seja sempre mais imposto, mais encargo, mais tarifa. A máquina pública precisa aprender a fazer mais com menos – como o povo brasileiro sempre fez. E o governo precisa, urgentemente, lembrar de quem realmente o colocou lá: o cidadão que acorda cedo, pega ônibus lotado, enfrenta fila em hospital e luta todo mês para não faltar comida na mesa.
É hora de menos viagens e mais trabalho de verdade. Menos discurso e mais ação concreta. Menos impostos e mais respeito com o pagador deles.
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Edivaldo Santos é jornalista, radialista e comentarista político. Nesta coluna, ele opina com independência sobre os temas que afetam o Brasil e os brasileiros.
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