Conecte-se conosco

Economia

Os bancos brasileiros que não querem aproximação com Alexandre de Moraes

Publicado

em

A recente inclusão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na lista de sanções da Lei Magnitsky, aplicada pelos Estados Unidos, repercutiu em diferentes setores da economia e da política. No mercado financeiro, especialmente entre os bancos brasileiros com forte atuação em território norte-americano, a sinalização é clara: evitar qualquer associação que possa comprometer operações, reputação e relacionamento com órgãos de regulação internacionais.

Bancos brasileiros nos Estados Unidos

Atualmente, seis instituições de origem brasileira mantêm presença consolidada nos EUA:

  • Banco do Brasil Americas – com forte atuação na Flórida, atendendo pessoas físicas e jurídicas, inclusive no segmento private.

  • Bradesco (Bradesco Bank) – com sedes em Coral Gables e Nova York, voltado a clientes corporativos e de alta renda.

  • Itaú Unibanco – concentrado em Miami, com foco em clientes do private banking e empresas.

  • Santander – com presença em Miami, Nova York, Houston e San Diego, atendendo principalmente pessoas jurídicas.

  • BTG Pactual – em Nova York, voltado ao mercado de investimentos e gestão de patrimônio.

  • Inter&Co – fintech brasileira com base digital e operação em Orlando, atuando principalmente com clientes individuais.

Esses bancos operam sob rígida fiscalização norte-americana, incluindo órgãos como o Departamento do Tesouro e a FinCEN (Financial Crimes Enforcement Network). Isso significa que qualquer vínculo com pessoas ou entidades sancionadas pode gerar restrições imediatas, bloqueio de ativos ou até mesmo a exclusão da instituição de certas operações internacionais.

Por que os bancos evitam associações arriscadas

O caso de Alexandre de Moraes ilustra como a Lei Magnitsky cria um efeito direto sobre a postura das instituições financeiras. Nos EUA, bancos são obrigados a cumprir as sanções sob pena de multas bilionárias e processos criminais.
Assim, bancos brasileiros presentes no país, mesmo que mantenham suas matrizes no Brasil, não podem se dar ao luxo de desafiar a legislação americana.

Segundo especialistas, essa posição conservadora busca preservar não apenas os negócios locais, mas também a credibilidade global dessas instituições. Para o cliente, isso significa que qualquer tentativa de movimentação financeira ligada a pessoas sancionadas será bloqueada ou reportada.

Enquanto no Brasil a situação política de Alexandre de Moraes gera debates intensos, no mercado financeiro internacional a regra é objetiva: quem cai na lista de sanções da Lei Magnitsky torna-se automaticamente um risco a ser evitado.
Dessa forma, os bancos brasileiros com atuação nos EUA reforçam a necessidade de distanciamento, reafirmando sua prioridade em manter a conformidade com a legislação norte-americana e proteger sua solidez global.

Jornalista (CRP/BA 0006663/BA), radialista (DRT 5072/BA) e youtuber. Como jornalista já atua há 10 anos e atualmente é diretor de jornalismo do Portal Veja Aqui Agora . Desde 1984, atua no rádio, começando sua trajetória na Rádio Fundação Ide e Ensinai, em São Gonçalo dos Campos, na Bahia. Também trabalhou na Radio Cultura AM, Carioca AM, Betel FM, Cidade FM. Foi diretor da Comunidade FM, todas em Feira de Santana e atualmente trabalha na Rádio Elos, onde apresenta o Programa Bom Dia Felicidade, de segunda a sexta-feira, das 10h ao meio dia, também na mesma cidade. Também dirigiu a Rádio Shekiná FM em Vinhedo São Paulo e trabalhou como apresentador na Jerusalém FM na capital paulista. Como youtuber, administra os canais “Veja Aqui Agora News”, com mais de 160 mil assinantes e “Edivaldo Santos News” com mais de 15 mil assinantes. Para contato: vejaaqui.agora@hotmail.com

Tendência

Copyright © 2024. Todos os direitos reservados a Veja Aqui Agora. Portal desenvolvido por Edjesan Criações (75) 9 9192-9223

var _Hasync= _Hasync|| []; _Hasync.push(['Histats.start', '1,4104171,4,511,95,18,00010000']); _Hasync.push(['Histats.fasi', '1']); _Hasync.push(['Histats.track_hits', '']); (function() { var hs = document.createElement('script'); hs.type = 'text/javascript'; hs.async = true; hs.src = ('//s10.histats.com/js15_as.js'); (document.getElementsByTagName('head')[0] || document.getElementsByTagName('body')[0]).appendChild(hs); })();