O Brasil atravessa um dos momentos mais vergonhosos da sua história democrática. O chamado “julgamento do golpe” conduzido pelo Supremo Tribunal Federal nada mais é do que um espetáculo farsesco, montado para sustentar uma narrativa que não se sustenta em pé. O processo corre em ritmo acelerado, atropelando garantias legais e ignorando a ausência de provas concretas contra Jair Bolsonaro e seus aliados. O que sobra é abuso, arbitrariedade e um teatro canastrão que compromete a própria credibilidade da Corte.
A imprensa, que desistiu há muito tempo de exercer o seu papel fiscalizador, tornou-se cúmplice ativa desse enredo. Noticiam como se fossem verdades absolutas as acusações sem fundamento, repetem exaustivamente as falas enviesadas dos ministros e ignoram completamente os absurdos jurídicos praticados contra cidadãos comuns presos após os atos de 8 e 9 de janeiro de 2023. Pessoas inocentes foram tratadas como criminosos perigosos, enquanto o devido processo legal foi colocado de lado.
É curioso observar que, em suas alegações finais, a defesa de Bolsonaro deixou claro o que todos já sabiam: o ex-presidente nunca tentou impedir a posse de Lula, tampouco organizou ou estimulou qualquer tentativa de golpe. O documento de quase 200 páginas é uma aula de obviedade diante da falta de provas. As acusações contra Bolsonaro não passam de ilações, interpretações distorcidas e manipulações de falas descontextualizadas.
E aqui está a contradição que ninguém na grande imprensa ousa responder: se Bolsonaro pretendia dar um golpe, por que teria esperado até o dia 8 de janeiro, já fora do cargo e estando em outro país? É um “golpista” que entregou a faixa, que atendeu pedidos de Lula para a nomeação de comandantes militares antes da posse e que deixou o Brasil em transição tranquila. Não parece um conspirador, mas sim o alvo de uma perseguição.
Enquanto isso, manifestações históricas promovidas pela esquerda, com invasões, depredações e até ataques ao Congresso e ao STF em outros momentos, nunca foram tratadas como “tentativas de golpe”. Dois pesos, duas medidas. Os atos de 8 de janeiro foram um pretexto perfeito: bastava inflar uma “minuta do golpe” e espalhar a ideia absurda de que Bolsonaro planejava explodir Brasília. Piada de mau gosto.
No fundo, o que vemos hoje é a inversão da lógica: os que realmente conspiraram contra a democracia foram os que articularam a volta de Lula ao poder por meio de manobras judiciais. A cassação de condenações confirmadas em todas as instâncias não é apenas uma aberração jurídica, mas o verdadeiro golpe contra a soberania popular.
O mais preocupante é a passividade do Congresso, que observa de camarote os abusos do Judiciário. Diante da omissão interna, a esperança de muitos recai sobre pressões externas, como as sanções do governo Trump contra autoridades brasileiras. É um cenário que expõe a fragilidade da nossa democracia e a submissão de nossas instituições a interesses escusos.
O julgamento do “golpe” não busca justiça — busca vingança. Busca calar uma liderança política que, mesmo fora do poder, continua sendo a maior voz de oposição do país. Mas a história é implacável, e todo abuso encontra seu limite. Esse capítulo de perseguição política ainda vai cobrar caro daqueles que rasgaram a Constituição em nome de um projeto de poder.
O tempo mostrará quem foram os verdadeiros golpistas dessa história.
A coluna Falando Sobre o Assunto com o jornalista Edivaldo Santos analisa e traz informações sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política, da economia, do gospel e em tudo que acontece no Brasil e no mundo. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail veja.aquiagora@hotmail.com.