A polêmica declaração feita pela jornalista Eliane Cantanhêde, da GloboNews, durante o programa Em Pauta na última sexta-feira (20), teve repercussão internacional e motivou uma resposta direta das Forças de Defesa de Israel (FDI). A jornalista questionou por que os mísseis lançados pelo Irã contra Israel causam menos mortes do que os ataques israelenses contra Gaza. A fala provocou críticas nas redes sociais e gerou uma resposta contundente do major Rafael Rozenszajn, primeiro porta-voz em língua portuguesa da história das FDI.
Neste domingo (22), Rozenszajn gravou um vídeo diretamente de Nes Tziona — cidade israelense atingida por um míssil balístico iraniano carregado com cerca de 400 kg de explosivos. O militar não apenas mostrou o local do ataque, como também utilizou o momento para rebater as colocações de Cantanhêde, classificando-as como desinformadas e desrespeitosas.
“Por que os mísseis do Irã não matam?”, pergunta que gerou indignação
Durante a transmissão ao vivo da GloboNews, Cantanhêde afirmou:
“Por que os mísseis de Israel destroem Gaza, matam milhares e milhares de pessoas, e os mísseis que saem do Irã e caem em Israel não matam ninguém? É uma mortezinha aqui, outra ali.”
A fala foi interpretada como uma minimização das vidas israelenses e uma relativização do impacto da guerra. Em sua resposta, Rozenszajn explicou que o número reduzido de vítimas em Israel não é por falta de ataques letais, mas sim pelo alto investimento do país em sistemas de defesa e proteção civil.
Major Rozenszajn: “Nossa prioridade são os civis”
“Enquanto nossos inimigos utilizam recursos para construir túneis e mísseis, nós investimos em bunkers, hospitais e sistemas de defesa aérea. Nossa prioridade são os civis”, destacou Rozenszajn.
O major relatou que o míssil que atingiu Nes Tziona tinha como alvo uma área residencial que também abriga um asilo para idosos. “Não foi um erro. Esses mísseis são teleguiados e visam, deliberadamente, civis indefesos”, afirmou. Felizmente, apesar da explosão, não houve mortos — dez pessoas ficaram levemente feridas.
Rozenszajn também comparou o comportamento das Forças de Defesa de Israel com o do regime iraniano. Segundo ele, enquanto Israel realiza ataques cirúrgicos contra alvos militares, como usinas e centros de comando terroristas, o Irã tem como alvo áreas densamente povoadas.
“Tentem imaginar se todos os mísseis tivessem atingido seus alvos”
O major informou que mais de 500 mísseis foram lançados pelo Irã em apenas uma semana. Destes, menos de 10% chegaram ao destino graças aos sistemas de defesa israelenses. “Imagine se todos tivessem alcançado seus objetivos. Agora imagine se o Irã tivesse 20 mil mísseis… ou armas nucleares”, alertou.
Ele concluiu relembrando uma frase da ex-primeira-ministra israelense Golda Meir:
“Se deixarmos nossas armas, Israel será destruído no mesmo dia. Se nossos inimigos deixarem suas armas, teremos finalmente paz.”
Repercussão nas redes e apoio a Rozenszajn
Nas redes sociais, a fala do major foi amplamente elogiada por sua firmeza e clareza. Muitos usuários criticaram a postura da jornalista brasileira, acusando-a de parcialidade e desrespeito pelas vítimas israelenses.
Enquanto isso, o vídeo de Rozenszajn segue viralizando e gerando debates intensos sobre o papel da mídia na cobertura de conflitos armados e a importância de se basear em fatos antes de emitir opiniões públicas em rede nacional.
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