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Ex-nora de Lula visitou o MEC antes de ser alvo da PF em investigação sobre desvios na educação

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Registros oficiais revelam que Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, esteve no Ministério da Educação (MEC) para um encontro com o ministro Camilo Santana em julho de 2024. A visita, não divulgada na agenda pública do ministro, entrou no radar das autoridades após a Polícia Federal deflagrar uma operação que investiga um suposto esquema de liberação irregular de verbas federais para municípios paulistas.

As informações foram obtidas por meio da Lei de Acesso à Informação e reforçam o contexto em que Carla passou a ser investigada por seu possível envolvimento em atividades de lobby ligadas ao setor educacional.

Visita fora da agenda e ligação com o MEC

Documentos de acesso restrito mostram que Carla Ariane entrou no prédio do MEC, em Brasília, em 12 de julho de 2024, para uma reunião com o ministro Camilo Santana. No registro da portaria, o campo “referência de cargo” cita o nome do presidente Lula, ainda que Carla não exerça nenhuma função no governo.

Naquela mesma manhã, o ministro esteve em um evento no Hospital Universitário de Brasília, retornando ao ministério por volta das 11h — horário compatível com a visita registrada.

Operação da PF e suspeitas sobre desvios

Meses após o encontro, a Polícia Federal realizou uma operação que colocou Carla como um dos alvos principais de uma apuração sobre desvio de recursos destinados à educação em cidades do interior de São Paulo.

A investigação afirma que Carla integraria um grupo de cinco pessoas responsável por pressionar órgãos públicos para liberar verbas federais a determinados municípios. Parte dos repasses teria sido direcionada à empresa Life Tecnologia Educacional, fornecedora de materiais escolares e suspeita de superfaturamento em contratos com prefeituras.

Influência política e articulações

A decisão que autorizou a operação, assinada pela juíza Raquel Coelho Dal Rio Silveira, cita Carla e o lobista Kalil Bittar como pessoas com suposta influência dentro do governo federal. Bittar já foi sócio de Luís Cláudio, filho de Lula, o que ampliou o alcance das suspeitas.

Segundo a PF, o empresário André Mariano — dono da Life — seria o coordenador do suposto esquema, responsável por pagamentos de propina, fraudes em licitações e até o custeio de viagens de Carla a Brasília.

Relações, encontros e possível papel no esquema

Carla foi casada por duas décadas com Marcos Cláudio Lula da Silva, filho mais velho do presidente. Conforme a investigação, ela teria conhecido Mariano por intermédio do secretário municipal de Hortolândia, Fernando Gomes Moraes, e do próprio Kalil Bittar.

Relatórios da PF indicam que Fernando teria facilitado encontros entre Mariano e Carla, e que licitações municipais passaram a favorecer a Life após essas aproximações. O período da reunião no MEC coincide com o momento em que, segundo o inquérito, Carla teria intensificado sua atuação em prol da empresa.

Apesar das citações, a investigação ainda não determinou se ela recebeu vantagens financeiras ou qual seria, de fato, seu poder de influência dentro do governo.

Como funcionaria o esquema segundo a PF

O inquérito aponta que as práticas suspeitas começaram em 2021 e envolviam três núcleos: a Life Tecnologia, agentes públicos municipais e operadores financeiros.

Segundo a PF, o proprietário da empresa criava demandas artificiais, manipulava compras públicas e garantia vitórias em licitações mediante pagamento de propina. Livros que custavam R$ 5 teriam sido revendidos por valores até 35 vezes maiores.

Secretários municipais, como Cafu César e Fernando Gomes Moraes, teriam sido fundamentais para agilizar pagamentos e validar atas de preços que beneficiavam a Life. Depois das eleições de 2022, Mariano teria intensificado sua atuação especialmente em cidades administradas pelo PT, utilizando supostamente a intermediação de Carla Ariane.

A visita de Carla Ariane ao MEC ganhou nova relevância após seu nome surgir em uma investigação que apura possíveis fraudes, superfaturamento e influência indevida na liberação de verbas federais para a educação. Embora ainda não haja definição sobre seu nível de participação ou benefícios recebidos, o caso envolve políticos, servidores e empresários e segue sob análise da Polícia Federal e da Justiça Federal.

Jornalista (CRP/BA 0006663/BA), radialista (DRT 5072/BA) e youtuber. Como jornalista já atua há 10 anos e atualmente é diretor de jornalismo do Portal Veja Aqui Agora . Desde 1984, atua no rádio, começando sua trajetória na Rádio Fundação Ide e Ensinai, em São Gonçalo dos Campos, na Bahia. Também trabalhou na Radio Cultura AM, Carioca AM, Betel FM, Cidade FM. Foi diretor da Comunidade FM, todas em Feira de Santana e atualmente trabalha na Rádio Elos, onde apresenta o Programa Bom Dia Felicidade, de segunda a sexta-feira, das 10h ao meio dia, também na mesma cidade. Também dirigiu a Rádio Shekiná FM em Vinhedo São Paulo e trabalhou como apresentador na Jerusalém FM na capital paulista. Como youtuber, administra os canais “Veja Aqui Agora News”, com mais de 160 mil assinantes e “Edivaldo Santos News” com mais de 15 mil assinantes. Para contato: vejaaqui.agora@hotmail.com

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