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EUA desmoralizam narrativa da pseudo-justiça brasileira e expõem crise institucional no país

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Quando uma simples checagem de registros feita por um órgão estrangeiro é suficiente para desmontar uma narrativa oficial construída por autoridades brasileiras, isso revela mais do que um erro — escancara a fragilidade de nossas instituições e a ousadia com que o poder vem sendo exercido no país.

A recente nota emitida pelo U.S. Customs and Border Protection (CBP), confirmando que Filipe Martins jamais entrou nos Estados Unidos na data usada pela Polícia Federal e por Alexandre de Moraes para prendê-lo, é mais do que uma correção burocrática. É um atestado internacional de que a arbitrariedade praticada internamente começa a ser vista lá fora com clareza. E isso tem peso político e simbólico.

O ex-assessor da Presidência Filipe Martins está em prisão domiciliar | Foto: Reprodução/internet

Enquanto aqui se tenta transformar suposições em provas e narrativas em sentenças, o órgão americano simplesmente consultou seus registros e constatou: não houve entrada alguma. Ou seja, o pilar central da acusação é inexistente. O caso, que já tinha contornos absurdos, passa agora a simbolizar algo ainda mais grave: a fabricação de uma “realidade oficial” para justificar ações judiciais e políticas.

Essa lógica, na prática, inverte a base do Estado de Direito. A presunção de inocência dá lugar à presunção de culpa — e quem questiona o processo passa a ser tratado como cúmplice. A Justiça, que deveria proteger garantias fundamentais, torna-se instrumento de intimidação e controle. Um modelo perigoso, que já foi testado em regimes autoritários pelo mundo e sempre termina mal para a democracia.

O caso Filipe Martins não é isolado. É parte de um padrão que já se repete: decisões questionáveis, prisões baseadas em interpretações forçadas, censura de vozes dissonantes e uma crescente sensação de que o devido processo legal virou um detalhe incômodo.

Lá fora, porém, a realidade não se curva às narrativas políticas. As instituições americanas, ao desmentirem um ponto central do caso, lançam luz sobre aquilo que muitos no Brasil fingem não ver: o abismo ético e jurídico em que estamos nos afundando. Até outros países, como a Itália, começam a dar sinais de que não compartilham dessa lógica de exceção.

Mas aqui dentro, o que deveria gerar indignação ainda é aplaudido por parte da classe política e midiática. É o retrato de um país onde a verdade incomoda mais do que a mentira conveniente.

O episódio mostra que fatos não se dobram a narrativas, e fronteiras não são tão facilmente atravessadas por versões fabricadas. E se há algo que resta de saudável em nossa democracia, é justamente a exposição dessa contradição — feita, ironicamente, por quem está fora do Brasil.

Jornalista (CRP/BA 0006663/BA), radialista (DRT 5072/BA) e youtuber. Como jornalista já atua há 10 anos e atualmente é diretor de jornalismo do Portal Veja Aqui Agora . Desde 1984, atua no rádio, começando sua trajetória na Rádio Fundação Ide e Ensinai, em São Gonçalo dos Campos, na Bahia. Também trabalhou na Radio Cultura AM, Carioca AM, Betel FM, Cidade FM. Foi diretor da Comunidade FM, todas em Feira de Santana e atualmente trabalha na Rádio Elos, onde apresenta o Programa Bom Dia Felicidade, de segunda a sexta-feira, das 10h ao meio dia, também na mesma cidade. Também dirigiu a Rádio Shekiná FM em Vinhedo São Paulo e trabalhou como apresentador na Jerusalém FM na capital paulista. Como youtuber, administra os canais “Veja Aqui Agora News”, com mais de 160 mil assinantes e “Edivaldo Santos News” com mais de 15 mil assinantes. Para contato: vejaaqui.agora@hotmail.com

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