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Advogado afirma que sanções contra Alexandre de Moraes nos EUA são irreversíveis

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O especialista em Direito Internacional, Davi Aragão, avaliou nesta quarta-feira (20) que a inclusão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na lista de sanções da Lei Magnitsky nos Estados Unidos tende a ser definitiva. Segundo ele, não há registro de reversão desse tipo de medida em toda a história da legislação.

Sanções da Lei Magnitsky e seus efeitos

Aragão explicou que as sanções determinadas pelo governo norte-americano são de natureza administrativa, não judicial, o que reduz as chances de contestação. Ainda que bancos brasileiros não sejam obrigados a cumpri-las, instituições financeiras ao redor do mundo costumam evitar transações com pessoas sancionadas para não comprometer o acesso ao mercado dos EUA.

O advogado lembrou o caso do banco francês BNP Paribas, que foi multado em quase US$ 9 bilhões por descumprir sanções internacionais, como exemplo do temor das instituições financeiras em correr riscos semelhantes.

Impacto no sistema financeiro brasileiro

Um dos pontos de preocupação levantados por Aragão é o papel do Banco do Brasil, responsável pela folha de pagamento do STF. Ele avalia que a instituição pode ser alvo direto de sanções, sem que o restante do sistema financeiro nacional seja atingido. Caso isso ocorra, operações estratégicas, como as ligadas ao agronegócio e dependentes da rede internacional Swift, poderiam sofrer restrições.

Além disso, Aragão destacou que empresas e bancos estrangeiros tendem a evitar qualquer relação com indivíduos sancionados, tornando-os “tóxicos” para o mercado global.

Possíveis desdobramentos

Outro ponto levantado pelo advogado é a chance de familiares próximos de Moraes também serem atingidos, caso os EUA entendam que há algum tipo de facilitação para driblar as restrições.

Na prática, os efeitos já começaram a ser sentidos. Foi mencionado que um cartão de crédito internacional utilizado por Moraes teria sido bloqueado no Brasil e substituído por outro de bandeira nacional. Isso ocorre porque operadoras como Visa e Mastercard ficam impedidas de emitir produtos financeiros para pessoas sancionadas.

Sem perspectiva de reversão

Para Aragão, a possibilidade de recurso judicial existe, mas as chances de sucesso são mínimas. Ele considera que as sanções aplicadas ao ministro terão caráter permanente.

“Não vejo como o STF possa neutralizar os efeitos dessa medida. O nome de Moraes já está na lista, e isso dificilmente mudará”, concluiu o advogado.

Jornalista (CRP/BA 0006663/BA), radialista (DRT 5072/BA) e youtuber. Como jornalista já atua há 10 anos e atualmente é diretor de jornalismo do Portal Veja Aqui Agora . Desde 1984, atua no rádio, começando sua trajetória na Rádio Fundação Ide e Ensinai, em São Gonçalo dos Campos, na Bahia. Também trabalhou na Radio Cultura AM, Carioca AM, Betel FM, Cidade FM. Foi diretor da Comunidade FM, todas em Feira de Santana e atualmente trabalha na Rádio Elos, onde apresenta o Programa Bom Dia Felicidade, de segunda a sexta-feira, das 10h ao meio dia, também na mesma cidade. Também dirigiu a Rádio Shekiná FM em Vinhedo São Paulo e trabalhou como apresentador na Jerusalém FM na capital paulista. Como youtuber, administra os canais “Veja Aqui Agora News”, com mais de 160 mil assinantes e “Edivaldo Santos News” com mais de 15 mil assinantes. Para contato: vejaaqui.agora@hotmail.com

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