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Falando Sobre o Assunto

O perigo de transformar o criminoso em herói

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Quando o errado vira “vítima”

Nos últimos tempos, tenho percebido um movimento curioso — e perigoso — em parte da grande mídia brasileira. Sempre que o assunto é violência, tráfico ou confronto com a polícia, há uma tentativa quase automática de justificar o criminoso. Ele é apresentado como alguém “sem escolha”, uma vítima da pobreza ou da ausência do Estado.

Mas essa narrativa, embora pareça compassiva, distorce a realidade. Porque transformar o criminoso em vítima não é empatia — é confusão moral.

Desigualdade existe, mas não explica tudo

Ninguém pode negar que o Brasil é um país desigual. Milhares de pessoas enfrentam diariamente a luta por dignidade, educação e oportunidades. No entanto, não é verdade que a pobreza cria o crime.
Nas mesmas comunidades onde alguns escolhem o tráfico, há muitos outros que escolhem o trabalho, o estudo e a honestidade. A diferença está na decisão individual, não no CEP.

Reduzir o crime à desigualdade é desrespeitar o cidadão de bem que, mesmo com pouco, se mantém firme nos valores certos.

O preço da inversão de valores

Quando a mídia insiste em mostrar o criminoso como vítima e o policial como vilão, algo grave acontece: o certo passa a ser ridicularizado, e o errado, compreendido.
Essa inversão de valores é uma das maiores ameaças à sociedade moderna. Ela alimenta a impunidade, desestimula a justiça e enfraquece o senso coletivo de responsabilidade.

O crime é, antes de tudo, uma escolha

Quem aperta o gatilho, quem vende drogas, quem destrói famílias, não o faz por falta de opção — o faz por decisão própria.
Existem oportunidades diferentes para todos, mas a escolha entre o bem e o mal continua sendo pessoal. E toda escolha traz uma consequência.

Liberdade sem responsabilidade é ilusão. Nenhuma sociedade progride quando o erro é aplaudido e a culpa é transferida.

O caminho da verdadeira transformação

O Brasil precisa, sim, de políticas sociais, educação de qualidade e oportunidades reais. Mas também precisa de algo que anda escasso: senso de justiça, limites e responsabilidade individual.
A mudança não começa no discurso que protege o culpado — começa na coragem de reconhecer que cada um é responsável por seus atos.

Porque a liberdade só faz sentido quando vem acompanhada da responsabilidade.

A liberdade é um dos maiores dons que o ser humano possui. Mas ela perde o sentido quando é usada como desculpa para o erro.
Ser livre não é ignorar limites, e sim entender que liberdade e responsabilidade são inseparáveis. Um país que defende a liberdade sem cobrar responsabilidade está caminhando para o caos.

Quando um cidadão usa sua liberdade para ferir, roubar ou matar, ele está abusando do próprio direito que diz defender.
E quando o Estado ou a mídia relativizam esse comportamento, o resultado é a desordem social — um ambiente onde o medo domina e o bem é punido.

A verdadeira liberdade floresce quando há consciência.
Ser livre é poder escolher, mas também é aceitar responder pelas escolhas feitas.

Jornalista (CRP/BA 0006663/BA), radialista (DRT 5072/BA) e youtuber. Como jornalista já atua há 10 anos e atualmente é diretor de jornalismo do Portal Veja Aqui Agora . Desde 1984, atua no rádio, começando sua trajetória na Rádio Fundação Ide e Ensinai, em São Gonçalo dos Campos, na Bahia. Também trabalhou na Radio Cultura AM, Carioca AM, Betel FM, Cidade FM. Foi diretor da Comunidade FM, todas em Feira de Santana e atualmente trabalha na Rádio Elos, onde apresenta o Programa Bom Dia Felicidade, de segunda a sexta-feira, das 10h ao meio dia, também na mesma cidade. Também dirigiu a Rádio Shekiná FM em Vinhedo São Paulo e trabalhou como apresentador na Jerusalém FM na capital paulista. Como youtuber, administra os canais “Veja Aqui Agora News”, com mais de 160 mil assinantes e “Edivaldo Santos News” com mais de 15 mil assinantes. Para contato: vejaaqui.agora@hotmail.com

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