Profissionais da Atenção Primária à Saúde de Feira de Santana participaram, nesta quinta-feira (30), de uma capacitação voltada ao manejo clínico da tuberculose. O treinamento, promovido pela Secretaria Municipal de Saúde, teve como meta aprimorar o conhecimento técnico de médicos e enfermeiros sobre prevenção, diagnóstico e acompanhamento dos casos, ampliando a capacidade de resposta da rede municipal no combate à doença.
O evento contou com a presença de autoridades da área da saúde, entre elas o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, o diretor da Rede Própria, Sebastião Oliveira, o diretor médico Aderbal d’Aguiar, a chefe da Atenção Primária, Verônica Cavalcante, e a chefe da Divisão de Controle Epidemiológico, Verena Leal.
Durante a abertura, Rodrigo Matos destacou que a qualificação contínua é essencial para garantir um atendimento eficiente e humanizado. Segundo ele, a educação permanente é o caminho para transformar a saúde pública e oferecer um serviço de qualidade à população.
A sanitarista Aia Akennaton, do Núcleo Regional de Saúde Centro-Leste, ressaltou que a capacitação é estratégica, pois os profissionais da Atenção Básica estão mais próximos da comunidade e conseguem identificar precocemente os sintomas da tuberculose. Ela lembrou que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença ainda é a infecção que mais causa mortes no mundo, e que o treinamento está alinhado às metas globais de redução da incidência para menos de dez casos a cada 100 mil habitantes.
A médica Lívia Fonseca explicou que a tuberculose é transmitida pelas vias respiratórias e causada por uma bactéria que afeta principalmente os pulmões. Segundo ela, sintomas como tosse persistente por mais de três semanas, perda de peso e cansaço constante exigem avaliação médica imediata. A profissional também alertou que um paciente sem tratamento pode transmitir a doença a até dez pessoas em um ano, reforçando a importância do diagnóstico rápido e do acompanhamento adequado.
Situação em Feira de Santana
A enfermeira Gilca Lessa, referência técnica da Vigilância Epidemiológica, apresentou o panorama da doença no município. Feira de Santana mantém uma média mensal de 10 a 15 novos casos, configurando uma condição endêmica. Em 2025, já foram registrados 93 casos, sendo 44 confirmados por exame laboratorial. No ano anterior, o município contabilizou 127 novos casos, com 107 confirmações laboratoriais.
Os bairros com maior número de registros neste ano são Tomba (14 casos), Rua Nova (9), Aviário (7), Mangabeira e Queimadinha (5 cada). Outras localidades, como Parque Ipê, Gabriela, Campo Limpo e Feira IX, tiveram três casos cada, enquanto bairros como Brasília, Asa Branca e Papagaio registraram dois casos.
A capacitação foi resultado de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde, o Núcleo Regional de Saúde Centro-Leste e a Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado (DIVEP). A iniciativa reforça o compromisso de Feira de Santana com a formação continuada de seus profissionais e com o enfrentamento da tuberculose, garantindo diagnóstico precoce, tratamento gratuito e acompanhamento humanizado aos pacientes.