Vivemos tempos difíceis no Brasil. A polarização política atingiu níveis nunca antes vistos, e a sensação de impotência tem tomado conta de muitos cidadãos. Não importa de que lado você esteja no espectro ideológico – há uma pergunta que ecoa no coração de todos: ainda vivemos em uma democracia?
O debate recente em torno da figura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e as medidas judiciais impostas a ele pelo Ministro Alexandre de Moraes, levantam uma série de questionamentos legítimos sobre os limites do Judiciário, a atuação do Congresso, a imparcialidade da mídia e o futuro da liberdade de expressão no país.
Prisão domiciliar, censura e tornozeleira: é isso mesmo?
Bolsonaro está sendo tratado como um criminoso perigoso. Está proibido de usar redes sociais, de falar com diplomatas e até de se comunicar com o próprio filho. Usa tornozeleira eletrônica, está em prisão domiciliar noturna e passou por busca e apreensão em casa por conta de supostos crimes relacionados a que eles entendem “uma tentativa de golpe”.
Agora, pense comigo: traficantes, estupradores e corruptos que desviaram bilhões do povo brasileiro recebem esse mesmo tratamento? A resposta, infelizmente, é não. Essa seletividade judicial, seja contra quem for, abre um precedente perigoso. Se fazem isso com um ex-presidente popular, o que não farão com um cidadão comum?
Golpe ou narrativa?
A acusação contra Bolsonaro não é por corrupção, desvios ou crimes econômicos. É pelo dizem ser “tentativa de golpe” – uma alegação que, embora grave, ainda carece de provas robustas. Enquanto isso, figuras como Lula, que já foram condenadas por corrupção, voltaram ao poder com o apoio de instituições que agora se mostram intolerantes com seus adversários.
A esquerda, que outrora clamava por justiça internacional para soltar seus líderes presos, agora grita por “soberania nacional” quando a oposição recebe apoio estrangeiro. Dois pesos, duas medidas.
Supremo: árbitro ou jogador?
A atuação do Supremo Tribunal Federal, especialmente na figura de Alexandre de Moraes, tem ultrapassado a mera interpretação da Constituição. Tornou-se, para muitos, o verdadeiro centro de poder do país. Leis votadas e aprovadas pelo Congresso são derrubadas no STF, como ocorreu com o IOF. O Judiciário assumiu um protagonismo político que deveria, em tese, pertencer ao Legislativo e ao Executivo.
Estamos vivendo uma judicialização da política ou uma politização do Judiciário? Ambas parecem verdadeiras.
Democracia ameaçada: e agora?
A liberdade de expressão virou alvo. Opiniões conservadoras são censuradas. Pessoas comuns, que jamais haviam cometido crimes, agora amargam penas altíssimas por participarem de manifestações ou apenas por expressarem pensamentos considerados “antidemocráticos”.
Se você acha que isso não tem a ver com a sua vida, pense de novo. Se a democracia exige vigilância constante, então estamos falhando como sociedade. A passividade diante de abusos, seja da direita ou da esquerda, só nos levará ao abismo.
Fé, resistência e esperança
No fim das contas, o Brasil precisa de algo maior que ideologias: precisa de caráter, justiça verdadeira e temor a Deus. O desespero e a indignação não devem nos levar ao ódio, mas à ação – uma ação baseada na verdade, na oração e no compromisso com o bem comum.
O povo brasileiro não pode desistir. A luta por um país mais justo, mais livre e mais ético precisa continuar. Mesmo que tudo pareça perdido, a história mostra que o improvável pode acontecer.
Conclusão: o sonho ainda está vivo
O sonho de um novo Brasil não morreu. E se você chegou até aqui, talvez esse sonho também esteja vivo em você. Não podemos aceitar um país onde apenas um lado fala, onde apenas uma narrativa é permitida, onde a justiça serve a interesses políticos.
Ainda há tempo de reverter essa realidade. Mas é preciso coragem, discernimento e união. E acima de tudo, é preciso fé.
“Tudo o que eles mais odeiam é um povo que se aproxima de Deus. Porque onde há Deus, há liberdade.”
A coluna Falando Sobre o Assunto com o jornalista Edivaldo Santos analisa e traz informações sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política, da economia, do gospel e em tudo que acontece no Brasil e no mundo. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail veja.aquiagora@hotmail.com.