Em um vídeo publicado nas redes sociais e no YouTube, o pastor Silas Malafaia fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), à Procuradoria-Geral da República e à imprensa, reagindo à denúncia apresentada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que pode levá-lo a enfrentar até 43 anos de prisão. Segundo Malafaia, trata-se de uma “farsa jurídica” e de uma “perseguição política escancarada”.
“Supremo Tribunal da Injustiça”
Ao iniciar sua fala, Malafaia classificou o STF como “Supremo Tribunal da Injustiça” e acusou a Corte de atuar como um “tribunal político” que promove perseguições seletivas. O pastor comparou a situação de Bolsonaro à de figuras envolvidas na Operação Lava Jato, como Luiz Inácio Lula da Silva, José Dirceu, Marcelo Odebrecht e Alberto Youssef, lembrando que todos tiveram suas condenações anuladas em decisões posteriores.
“Lula foi condenado por unanimidade em todas as instâncias e depois foi descondenado pelo próprio STF”, afirmou o pastor, citando ainda declarações antigas de ministros como Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Alexandre de Moraes, que classificaram os governos petistas como corruptos. Para Malafaia, o contraste entre o tratamento dado a figuras da esquerda e a Bolsonaro revela parcialidade no sistema judiciário.
Acusações de irregularidades e manipulações
O pastor também colocou em dúvida a legitimidade da delação premiada do coronel Mauro Cid, que fundamenta a denúncia contra Bolsonaro no inquérito das tentativas de golpe. Segundo ele, a delação deveria ser anulada por inconsistências e irregularidades no processo, como múltiplas versões prestadas por Cid e a quebra de sigilo após o acordo firmado com a Justiça.
Malafaia denunciou que o coronel teria sido pressionado por agentes da Polícia Federal e pelo ministro Alexandre de Moraes, a quem classificou como “cão de guarda” e acusado de não se interessar por provas, mas apenas por “narrativas”.
Críticas ao inquérito e à imprensa
O pastor citou ainda o conteúdo do relatório produzido pelo delegado Fábio Schor, que menciona 207 vezes expressões como “possível”, “teria” e “hipotético”, o que, segundo Malafaia, evidenciaria a ausência de provas concretas sobre qualquer plano de golpe de Estado.
“Isso é uma vergonha. Nem eles acreditam que houve golpe”, declarou, mencionando também omissões graves no inquérito, como a exclusão do álibi de um coronel acusado de rondar a casa de Alexandre de Moraes.
Malafaia também criticou a imprensa, especialmente a Folha de S.Paulo, por ignorar um dossiê de 6 gigabytes com informações sigilosas que teriam sido compartilhadas por Moraes com o TSE para alimentar inquéritos contra Bolsonaro. Ele sugeriu que há uma “proteção vergonhosa” ao ministro por parte dos grandes veículos de comunicação.
Citação a Donald Trump e apelo religioso
Encerrando sua fala, o pastor citou declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que teria criticado Alexandre de Moraes por censura a plataformas digitais. Segundo Malafaia, a situação brasileira ultrapassou as fronteiras e virou uma “vergonha internacional”.
“O que está acontecendo no Brasil é grave. Deus, age com Tua justiça nesta nação. Em nome de Jesus, que o Senhor tenha misericórdia do Brasil”, concluiu, em tom de oração.
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