O Brasil vive um momento delicado em sua política externa, e os reflexos disso já começam a ser sentidos de forma severa na economia nacional. A recente imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros por parte do presidente americano Donald Trump não aconteceu por acaso. Ela é o resultado direto de uma política externa provocadora, ideológica e mal calculada do governo Lula, que tem apostado suas fichas em alianças arriscadas e afastado o país dos principais parceiros comerciais do Ocidente.
Desde que assumiu a presidência do BRICS — bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul —, Lula tem insistido em uma postura antiamericana, promovendo a ideia de desdolarizar o comércio internacional e empurrar o Brasil para uma dependência cada vez maior da China e de países autocráticos como Irã e Rússia. A tentativa de transformar o BRICS em uma espécie de novo Foro de São Paulo, porém com mais dinheiro e ambições geopolíticas globais, não passou despercebida por Trump — que, ao contrário de lideranças passadas, não hesita em agir.
O resultado é que o Brasil está sendo isolado diplomática e economicamente, enquanto países como China e Índia já se afastam das ideias de Lula e buscam reconciliação com os Estados Unidos para evitar punições tarifárias. A retórica ideológica do governo brasileiro colocou o país no centro de uma guerra econômica que ele não tem força para enfrentar. E, como sempre, quem vai pagar essa conta é o povo brasileiro, com aumento de preços, retração no comércio exterior e perda de investimentos.
O que Lula “plantou”, agora está germinando — e os frutos são amargos.
A comparação entre o BRICS e o velho Foro de São Paulo é inevitável. Ambos têm em comum o projeto de manter lideranças de esquerda no poder, mesmo que isso custe a democracia, a liberdade econômica e a autonomia dos povos. A diferença é que o BRICS lida com trilhões de dólares e influência global. E nesse jogo pesado, não há espaço para amadores ou para bravatas ideológicas. Trump entendeu o jogo, agiu com rapidez e eficiência, e agora o Brasil amarga tarifas sem precedentes — enquanto seus parceiros de bloco recuam e buscam salvar suas próprias economias.
Mais grave ainda é a combinação dessa política externa desastrosa com a crise interna de liberdade e democracia que o país atravessa. A imagem de um Brasil democrático está ruindo diante dos olhos do mundo, com ações autoritárias do STF e perseguição a opositores políticos, algo que Trump já deixou claro que não tolerará. As exigências impostas pelos Estados Unidos para aliviar a pressão sobre o Brasil incluem, entre outras coisas, o fim da censura, da perseguição política e a restauração de uma verdadeira democracia. Isso é um sinal claro de que o país está sendo visto lá fora como uma proto-ditadura, e não mais como uma nação livre.
É duro admitir, mas o Brasil está colhendo exatamente aquilo que Lula plantou: confrontos desnecessários, isolamento internacional, instabilidade econômica e desconfiança global. E se continuar assim, o futuro nos reserva um colapso diplomático e financeiro como nunca antes visto.
Está na hora de acordar. O Brasil precisa urgentemente rever suas prioridades internacionais, retomar a racionalidade econômica e recuperar sua credibilidade democrática. Ou então, seguiremos pagando — com juros e correção — pelos delírios ideológicos de um governo que prefere lutar guerras imaginárias do que cuidar da realidade que o povo enfrenta nas ruas.