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Os anistiados que não perdoam: Perdoados pela história, vingativos no presente

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Em 1979, o Brasil aprovou a chamada Lei da Anistia. Uma tentativa de virar a página do regime militar e permitir que exilados, perseguidos políticos, militares e civis envolvidos em crimes de natureza política voltassem ao país e à vida pública. Um gesto, à época, considerado de reconciliação. Mas o tempo tem mostrado que muitos daqueles que foram perdoados, simplesmente não aprenderam a perdoar.

Veja o caso de Luiz Inácio Lula da Silva que foi beneficiado pela anistia que hoje, ele não aceita o mesmo benefícios para outros. Temos também a Dilma Rousseff, que se tornou figura central na política brasileira, esteve diretamente ligados à luta armada, inclusive com ações que envolveram assaltos a banco, sequestros e atentados. Ela, por exemplo, chegou a ser condenada por envolvimento em ações criminosas de grupos que buscavam derrubar o regime à força. Hoje, ela ocupa cadeiras em instituições financeiras internacionais. De assaltante de banco a presidente de banco. É isso mesmo. O Brasil não é para amadores.

Outro nome que simboliza esse paradoxo é José Dirceu. Perdoado pela anistia, retornou à cena política com força e chegou a ser um dos homens mais poderosos do governo petista. Mesmo assim, nunca se mostrou verdadeiramente reconciliado com os que o perdoaram. Pelo contrário, em recentes declarações, deixou claro que os “mensaleiros” – como foram conhecidos os envolvidos no maior escândalo de compra de apoio parlamentar da história do país – nunca saíram do poder. Uma afronta à inteligência do povo e um deboche à democracia.

O mais curioso – ou revoltante – é que essas mesmas figuras, que foram acolhidas por uma lei generosa, democrática e conciliadora, hoje pregam discursos de ódio, revanchismo e perseguição aos que pensam diferente. Querem reescrever a história de forma seletiva, condenando uns e inocentando outros, conforme a conveniência ideológica. Esqueceram que foram beneficiados por uma anistia ampla, que não perguntou por cor de bandeira, ideologia ou se o crime foi cometido em nome da “revolução” ou da “repressão”.

A verdade é que a Lei da Anistia foi um pacto nacional. Um acordo em nome da paz, da retomada democrática. Mas como todo pacto, só funciona quando há boa fé dos dois lados. E o que vemos hoje é uma clara ingratidão. Gente que foi perdoada, mas insiste em alimentar o rancor, o revanchismo e o autoritarismo.

É justo perguntar: quem realmente aprendeu com o passado? Aqueles que foram perdoados e seguiram a vida ou os que, mesmo perdoados, continuam querendo punir e dividir o país?

Falando sobre o assunto, eu sou Edivaldo Santos, e essa é a reflexão que deixo: quem perdoa espera paz. Quem recebe perdão e continua em guerra, talvez nunca tenha sido merecedor da anistia.

Por Edivaldo Santos – Coluna Falando Sobre o Assunto | Veja Aqui Agora

Jornalista (CRP/BA 0006663/BA), radialista (DRT 5072/BA) e youtuber. Como jornalista já atua há 10 anos e atualmente é diretor de jornalismo do Portal Veja Aqui Agora . Desde 1984, atua no rádio, começando sua trajetória na Rádio Fundação Ide e Ensinai, em São Gonçalo dos Campos, na Bahia. Também trabalhou na Radio Cultura AM, Carioca AM, Betel FM, Cidade FM. Foi diretor da Comunidade FM, todas em Feira de Santana e atualmente trabalha na Rádio Elos, onde apresenta o Programa Bom Dia Felicidade, de segunda a sexta-feira, das 10h ao meio dia, também na mesma cidade. Também dirigiu a Rádio Shekiná FM em Vinhedo São Paulo e trabalhou como apresentador na Jerusalém FM na capital paulista. Como youtuber, administra os canais “Veja Aqui Agora News”, com mais de 160 mil assinantes e “Edivaldo Santos News” com mais de 15 mil assinantes. Para contato: vejaaqui.agora@hotmail.com

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