Levantamento do Datafolha divulgado nesta quinta-feira (24) apresenta cenários distintos na corrida pelos governos de quatro estados. Tarcísio de Freitas (Republicanos), Celina Leão (PP), Raquel Lyra (PSD) e Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparecem numericamente na primeira colocação em São Paulo, Distrito Federal, Pernambuco e Minas Gerais, respectivamente.
Os números foram coletados entre os dias 22 e 24 de setembro e apresentam cenários de primeiro e segundo turnos em algumas das disputas.
São Paulo: Tarcísio aparece com 50%
Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas soma 50% das intenções de voto, enquanto Fernando Haddad (PT) aparece com 30%.
Quando são considerados somente os votos válidos, Tarcísio chega a 56%, diante de 34% de Haddad. Nesse cenário, os números apontados pelo levantamento indicam uma possibilidade de encerramento da disputa já no primeiro turno, caso o resultado se mantenha até a votação.
O Datafolha entrevistou 1.610 eleitores em São Paulo, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Distrito Federal: cenário muda após saída de Arruda
No Distrito Federal, Celina Leão aparece inicialmente com 37%, seguida por Leandro Grass (PT), com 21%, e José Roberto Arruda (PSD), com 18%.
Esse cenário foi levantado antes da confirmação, nesta quinta-feira, de que Arruda teve a candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na simulação sem o ex-governador, Celina passa para 42%, enquanto Leandro Grass fica com 23% e Paulo Belmonte (PSD) registra 7%.
O levantamento ouviu 910 eleitores do Distrito Federal entre 22 e 24 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Pernambuco tem disputa dentro da margem de erro
Em Pernambuco, a diferença entre os dois primeiros colocados é menor. Raquel Lyra registra 48% das intenções de voto, enquanto João Campos (PSB) aparece com 44%.
Como a margem de erro é de três pontos percentuais, os números configuram empate técnico no primeiro turno.
No levantamento anterior, realizado em 11 de setembro, Raquel tinha 47% e passou para 48%. João Campos, por sua vez, avançou de 42% para 44%.
Em uma eventual disputa de segundo turno apresentada pelo Datafolha, Raquel Lyra aparece com 51%, contra 45% de João Campos, diferença que também está dentro da margem de erro.
Ao todo, 1.204 eleitores pernambucanos foram entrevistados. A margem de erro é de três pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.
Minas Gerais: Cleitinho lidera com 40%
Em Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo aparece com 40% das intenções de voto. Patrus Ananias (PT) registra 15%, enquanto Alexandre Kalil (PDT) tem 9%.
Na pesquisa anterior, Cleitinho tinha 37%, Patrus aparecia com 13% e Kalil somava 11%.
Os demais candidatos apresentam percentuais menores: Mateus Simões (PSD) e Flávio Roscoe (PL) têm 5% cada; Gabriel (MDB), 3%; Professor Túlio Lopes (PCB), 2%; enquanto Ben Mendes (Missão), Henrique Áreas (PCO), Rafael Duda (PSTU) e Indira Xavier (UP) registram 1% cada.
O levantamento ainda aponta 9% de brancos, nulos ou eleitores que não escolheriam nenhum candidato, enquanto 10% permanecem indecisos.
Cenários de segundo turno em Minas
Nas simulações de segundo turno apresentadas para Minas Gerais, Cleitinho também aparece à frente numericamente.
Contra Patrus Ananias, o senador registra 60%, enquanto o petista tem 23%. Em uma disputa com Alexandre Kalil, Cleitinho alcança 57%, contra 26% do ex-prefeito de Belo Horizonte.
Os dados do Datafolha mostram diferentes configurações nas disputas estaduais analisadas. Em São Paulo e Minas Gerais, os primeiros colocados apresentam diferenças mais amplas em relação aos segundos colocados. No Distrito Federal, a retirada de José Roberto Arruda altera os percentuais dos demais nomes. Já em Pernambuco, Raquel Lyra e João Campos aparecem separados por quatro pontos percentuais, dentro da margem de erro.
As pesquisas foram realizadas entre 22 e 24 de setembro, com 95% de nível de confiança. Em São Paulo foram entrevistadas 1.610 pessoas; no Distrito Federal, 910; e em Pernambuco, 1.204. Para Minas Gerais, o levantamento informado não divulgou o número de entrevistados.