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PF acha documento de empresária que relata pressões para delatar Flávio Bolsonaro no caso “Dark Horse

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Durante o cumprimento de mandados de busca realizados nesta quinta-feira contra Karina Gama, proprietária da produtora Go Up Entertainment, a Polícia Federal apreendeu uma declaração de quatro páginas na qual a empresária relata ter sido procurada por diferentes pessoas que, segundo ela, tentaram convencê-la a fazer uma colaboração premiada envolvendo Flávio Bolsonaro.

Karina é responsável pela produção do filme Dark Horse, obra relacionada à trajetória de Jair Bolsonaro. O documento encontrado pelos investigadores não apresenta provas das alegações, mas registra, em caráter de declaração juramentada, os relatos feitos pela empresária sobre os contatos que recebeu.

Empresária relata abordagem de Fernando Sarney

Segundo o documento, um dos contatos teria ocorrido com o empresário Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney. Karina afirma que foi procurada inicialmente em 20 de maio de 2026 e que a conversa ocorreu efetivamente dois dias depois.

De acordo com o relato, Sarney teria oferecido apoio jurídico e mencionado possuir proximidade com o ministro Flávio Dino. Ainda conforme a declaração, ele teria colocado essa suposta relação à disposição caso Karina tivesse interesse em realizar uma delação premiada.

A empresária afirma, entretanto, que não demonstrou interesse na proposta. Ela sustenta que não via motivo para recorrer à colaboração e que sua intenção sempre foi esclarecer os fatos por meio de documentos e utilizar os mecanismos legais de defesa.

Karina também faz uma ressalva importante no documento: afirma não ter presenciado qualquer conversa entre Fernando Sarney e Flávio Dino e diz não possuir elementos que permitam concluir que o ministro soubesse ou tivesse participado do contato.

Segundo relato envolve pastor

Outro episódio descrito pela empresária teria ocorrido em 27 de agosto de 2026. Segundo Karina, um pastor que é seu conhecido e amigo de longa data telefonou demonstrando preocupação com a situação jurídica dela.

Conforme a declaração, o religioso teria afirmado possuir contatos com pessoas ligadas ao Governo Federal e a ministros do Supremo Tribunal Federal. Ele teria dito ainda que recebeu de terceiros a orientação para procurar Karina e transmitir a possibilidade de uma colaboração premiada.

Ainda segundo o relato, a eventual delação teria sido apresentada como uma maneira de evitar que a empresária enfrentasse problemas ou fosse alvo de uma operação policial.

Jornalista também teria falado sobre delação

A terceira situação mencionada na declaração envolve um jornalista que, segundo Karina, já havia questionado anteriormente a possibilidade de ela fazer uma colaboração premiada.

De acordo com a empresária, em um novo contato, o jornalista teria afirmado que ela estaria sendo utilizada como instrumento dentro do contexto político relacionado às investigações. Karina relata que a conversa também teria transmitido a ideia de que sua recusa em colaborar poderia resultar em medidas judiciais contra ela.

Empresária diz temer interferência política

No documento apreendido pela Polícia Federal, Karina afirma que a sequência e a proximidade dos contatos aumentaram sua preocupação com a possibilidade de interferências externas em sua situação jurídica.

A empresária sustenta que as conversas apresentaram a delação como uma alternativa para evitar possíveis consequências judiciais relacionadas às investigações sobre supostos desvios de recursos ligados à produção do filme.

Karina nega ter cometido irregularidades e afirma que não realizou qualquer colaboração premiada. Por isso, registra o receio de que uma eventual ação policial contra ela pudesse ocorrer por motivos de natureza política, e não pela prática de algum ilícito.

A declaração encontrada pela PF reúne os relatos de Karina Gama sobre três contatos distintos nos quais, segundo ela, teria sido incentivada a considerar uma colaboração premiada. O documento, contudo, não apresenta provas sobre as afirmações feitas pela empresária.

Karina afirma ter registrado os episódios para preservar os fatos e possibilitar que as autoridades competentes possam posteriormente verificar as circunstâncias relatadas. As menções feitas no documento a Fernando Sarney, Flávio Dino, ao pastor e ao jornalista refletem, portanto, o relato apresentado pela própria empresária.

Jornalista (CRP/BA 0006663/BA), radialista (DRT 5072/BA) e youtuber. Como jornalista já atua há 10 anos e atualmente é diretor de jornalismo do Portal Veja Aqui Agora . Desde 1984, atua no rádio, começando sua trajetória na Rádio Fundação Ide e Ensinai, em São Gonçalo dos Campos, na Bahia. Também trabalhou na Radio Cultura AM, Carioca AM, Betel FM, Cidade FM. Foi diretor da Comunidade FM, todas em Feira de Santana e atualmente trabalha na Rádio Elos, onde apresenta o Programa Bom Dia Felicidade, de segunda a sexta-feira, das 10h ao meio dia, também na mesma cidade. Também dirigiu a Rádio Shekiná FM em Vinhedo São Paulo e trabalhou como apresentador na Jerusalém FM na capital paulista. Como youtuber, administra os canais “Veja Aqui Agora News”, com mais de 160 mil assinantes e “Edivaldo Santos News” com mais de 15 mil assinantes. Para contato: vejaaqui.agora@hotmail.com

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