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Polícia Federal consegue recuperar mensagens apagadas e dados ocultos de celulares apreendidos

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Tecnologias avançadas utilizadas pela Polícia Federal (PF) permitem acessar informações armazenadas em celulares apreendidos mesmo quando os dispositivos estão protegidos por senha, desligados ou com dados aparentemente apagados. Ferramentas especializadas ampliam significativamente a capacidade das investigações criminais ao recuperar mensagens, registros de envio e arquivos deletados.

Especialistas em perícia digital apontam que softwares modernos conseguem extrair grande volume de informações, incluindo dados que usuários acreditavam estar inacessíveis, como mensagens de visualização única ou conteúdos removidos.

Ferramentas e métodos usados pela perícia digital

Segundo peritos criminais consultados pelo jornal O Globo, os aparelhos apreendidos passam por uma série de procedimentos técnicos após chegarem aos laboratórios da PF. O primeiro passo normalmente consiste em ultrapassar a proteção por senha do dispositivo. Depois disso, inicia-se a fase de extração dos dados.

Caso um sistema não consiga acessar determinado conteúdo, outras ferramentas podem ser utilizadas para tentar recuperar as informações. Entre os softwares mais utilizados nas investigações estão Cellebrite e GrayKey, plataformas capazes de realizar extrações completas dos dispositivos.

Esses programas produzem uma cópia integral do armazenamento do aparelho, processo conhecido como extração “bit por bit”. Essa técnica replica exatamente tudo o que está gravado na memória, incluindo dados residuais que permanecem no sistema mesmo após a exclusão de arquivos.

Registros permanecem mesmo após exclusão de mensagens

O especialista em crimes digitais Wanderson Castilho explica que apagar mensagens ou arquivos não elimina completamente os rastros digitais. Segundo ele, os sistemas continuam registrando os eventos relacionados ao envio ou recebimento de conteúdos.

Esses registros — conhecidos como logs — preservam informações importantes, como data, horário e existência de mensagens trocadas. Mesmo quando o conteúdo não é imediatamente acessível, esses dados ajudam a reconstruir o histórico de comunicação.

De acordo com o perito, até mesmo mensagens enviadas com recurso de visualização única deixam registros técnicos armazenados no dispositivo.

Caso Daniel Vorcaro e mensagens enviadas via WhatsApp

As investigações envolvendo Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, indicam que o empresário utilizava um método específico para dificultar o acesso às conversas. Ele enviava capturas de tela com anotações pelo WhatsApp usando o recurso de visualização única.

Em novembro de 2025, esse tipo de mensagem teria sido utilizado em comunicações com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no mesmo dia em que ocorreu a primeira prisão do banqueiro.

Mesmo com esse formato de envio, os especialistas afirmam que a perícia consegue identificar informações relevantes, como o horário do envio, o destinatário e o caminho percorrido pelos arquivos dentro do sistema.

Como os dados podem ser recuperados

Embora o conteúdo da imagem ou do arquivo nem sempre esteja imediatamente disponível, os registros do envio permanecem armazenados. Esses logs permitem aos investigadores mapear a existência da mensagem e rastrear sua origem.

Além disso, como o WhatsApp limita a visualização única apenas a fotos e vídeos, as capturas enviadas precisam necessariamente ter sido salvas no aparelho antes do envio — ainda que tenham sido apagadas posteriormente.

No caso de Vorcaro, o momento em que o celular foi apreendido ajudou os investigadores. As imagens utilizadas nas mensagens ainda estavam armazenadas no dispositivo quando os peritos iniciaram a análise. Isso possibilitou o espelhamento completo dos arquivos e o acesso às informações.

O avanço das tecnologias de perícia digital tem transformado a forma como provas são obtidas em investigações criminais. Mesmo quando usuários tentam apagar conteúdos ou utilizar recursos de desaparecimento automático, rastros técnicos permanecem armazenados nos sistemas.

Esses registros, aliados a ferramentas especializadas utilizadas pela Polícia Federal, permitem recuperar dados importantes e reconstruir comunicações que poderiam parecer irrecuperáveis à primeira vista.

Jornalista (CRP/BA 0006663/BA), radialista (DRT 5072/BA) e youtuber. Como jornalista já atua há 10 anos e atualmente é diretor de jornalismo do Portal Veja Aqui Agora . Desde 1984, atua no rádio, começando sua trajetória na Rádio Fundação Ide e Ensinai, em São Gonçalo dos Campos, na Bahia. Também trabalhou na Radio Cultura AM, Carioca AM, Betel FM, Cidade FM. Foi diretor da Comunidade FM, todas em Feira de Santana e atualmente trabalha na Rádio Elos, onde apresenta o Programa Bom Dia Felicidade, de segunda a sexta-feira, das 10h ao meio dia, também na mesma cidade. Também dirigiu a Rádio Shekiná FM em Vinhedo São Paulo e trabalhou como apresentador na Jerusalém FM na capital paulista. Como youtuber, administra os canais “Veja Aqui Agora News”, com mais de 160 mil assinantes e “Edivaldo Santos News” com mais de 15 mil assinantes. Para contato: vejaaqui.agora@hotmail.com

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