Há algo de curioso — para não dizer previsível — no comportamento da esquerda brasileira quando a realidade bate à porta do Palácio do Planalto. Sempre que surgem escândalos reais, documentados e com vítimas de carne e osso, a solução é simples: criar um fato paralelo, de preferência envolvendo alguém da direita. Funciona como mágica. Ou quase.
Enquanto o país tenta entender como aposentados, viúvas e pensionistas do INSS foram roubados em esquemas bilionários, a militância governista prefere brincar de caça às bruxas contra a oposição. É o velho truque da cortina de fumaça: quando o incêndio começa dentro de casa, aponta-se o dedo para o vizinho.
E que incêndio, hein?
Falamos de descontos ilegais, de gente humilde tendo o benefício corroído sem saber por quem, nem por quê. Falamos de operações da Polícia Federal, prisões, afastamentos e denúncias graves rondando o governo Lula. Mas curiosamente, para os mesmos que hoje berram contra a oposição, tudo isso é sempre “menor”, “relativo” ou “mal explicado”. Deve ser coincidência. Ou não.
O escândalo que não existe
Do outro lado da narrativa fabricada, aparecem os nomes dos deputados Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy. E aí começa o espetáculo: muito barulho, manchetes ruidosas, indignação ensaiada… mas zero crime comprovado.
Não há prova.
Não há vantagem indevida.
Não há repasse.
Não há enriquecimento ilícito.
O que existe? Despesas legais, públicas e registradas no Portal da Transparência. Ou seja, aquilo que qualquer cidadão pode consultar sem precisar de lupa ideológica. Transformar ato lícito em crime não é zelo institucional — é abuso, é perseguição política, é uso do Estado para intimidar adversários.
As perguntas que ninguém quer responder
Enquanto se tenta criminalizar quem não tem crime, seguem sem resposta as perguntas que realmente importam:
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Quem roubou os aposentados?
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Quem autorizou ou permitiu os descontos ilegais?
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Quem lucrou com o esquema do INSS?
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Quem, dentro do governo, fingiu que não viu?
Essas perguntas incomodam. Muito. E é exatamente por isso que a estratégia é calar quem as faz. Afinal, discutir narrativa é mais confortável do que encarar a verdade.
Justiça seletiva não é justiça
A oposição não pode — e não vai — aceitar uma democracia onde a balança da Justiça pesa apenas para um lado. Justiça seletiva não fortalece instituições; desmoraliza. Tribunal midiático não substitui prova. E presunção de inocência não é concessão graciosa do poder: é princípio constitucional.
A esquerda pode gritar, acusar e tentar mudar o foco quantas vezes quiser.
Enquanto isso, a direita continua fazendo o básico que parece ter se tornado revolucionário no Brasil de hoje: denunciar corrupção, defender o povo e enfrentar o sistema sem medo.
Porque Constituição não é slogan.
E democracia não combina com perseguição.